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FEIRA SEM REGRAS E URBANISMO “SEM LIMITES” NAS MARGENS DO MONDEGO
A edição de junho da Feira Sem Regras aconteceu este sábado, dia 6 de junho, na Praça da Canção. Feirantes preocupados com falta de vendas, cancelamento de edições anteriores e incerteza económica.
Nesta edição, a falta de vendas causou preocupação entre os expositores, que se reúnem no primeiro sábado de cada mês.
Mário Paiva veio da Guarda para vender artigos de coleção e considera que o “feriado prolongado” prejudicou as vendas. Por outro lado, Paulo Gouveia, artesão de Cantanhede, associa a baixa procura à incerteza política e económica.
O mau tempo que atingiu a cidade levou à irregularidade do calendário do evento. Os cancelamentos prejudicaram Celeste Dias, para quem a feira é uma importante fonte de rendimento. A expositora vem todos os meses do Porto para vender CDs e discos de vinil e conta como as cheias e a agenda da Praça da Canção reduziram o número de edições no último ano.
As cheias voltaram a debate público com a aprovação, no dia 29 de abril, da suspensão parcial do Plano Diretor Municipal (PDM) de Coimbra. O PDM é o documento que define as áreas onde se pode, ou não, construir, de forma a preservar a segurança e o ambiente.
O objetivo da suspensão é promover a habitação acessível e reforçar a atratividade económica ao aumentar a área de construção junto ao canal do Mondego. No entanto, o professor de arquitetura e urbanismo da Universidade da Beira Interior (UBI), Afonso Nuno Martins, alerta para os riscos que densificar estas áreas pode ter.
O investigador acredita que os novos espaços de construção nesta zona privilegiada da cidade vão “acabar por parar às mãos de quem tem poder económico para pagar” e lamenta a forma como a decisão foi tomada sem ouvir a população. Incentiva ainda os cidadãos a solicitarem um escrutínio jurídico rigoroso por parte do Ministério Público.
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