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QF’26: Segundo dia da Queima marcado por “apostas seguras”
A segunda noite na Praça da Canção trouxe diversidade musical ao cartaz. Rap português e trance agitam o queimodóromo ao som de Dillaz e Mandragora.
O segundo dia da Queima das Fitas 2026 (QF’26), dedicado à Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra, teve como cabeças de cartaz Dillaz, Mandrágora e Zinko. Carlos Míssel, coordenador-geral da comissão organizadora da queima das fitas. esteve à conversa com a RUC, onde foi questionado sobre a permanência de vários artistas no cartaz ano após ano. Ao palco subiram também o Grupo de Cordas da Secção de Fado, a Estudantina Universitária de Coimbra e a Orquestra Típica e Rancho.
Carlos Míssel esclareceu que este ano existiu uma dificuldade acrescida devido às cheias que afetaram a cidade e por consequência as instalações elétricas do recinto. De acordo com o coordenador-geral, o constrangimento técnico que marcou o primeiro dia da queima surgiu desse contexto. Míssel fala sobre o constrangimento.
É a quarta participação de Dillaz em cinco anos na Queima das Fitas. São vários os artistas que regressaram à festa académica. Carlos Míssel defende a aposta recorrente em determinados nomes.
O recinto contou com várias alterações, como é o caso da remoção do Palco 360. Carlos Míssel esclarece que se trata de uma questão financeira e que o conceito se mantém no palco secundário. O coordenador-geral argumenta também que as mudanças aplicadas tornaram o recinto melhor, mais fácil de compreender e mais organizado.
PALCO PRINCIPAL
O palco principal abriu às 22h00 com o Grupo de Cordas da Secção de Fado a subir ao palco. Mariana, membro integrante do Grupo, acredita que a atuação foi positiva, no entanto lamenta o facto da performance ser reduzida e para poucas pessoas, a maior parte antigos elementos das Cordas, dado o horário que lhes foi atribuído.
Zinko foi o segundo artista a subir ao palco. Em conferência de imprensa, o DJ conta que é um enorme orgulho voltar à “maior” Queima do país.
Seguiram-se, com maior afluência do público, as atuações do Dillaz e do Mandragora. O último, em conferência de imprensa, reconhece ser “tradição” a sua presença na Queima.
Estudantina

A Estudantina Universitária de Coimbra iniciou a sua atuação às 03h 25. À conversa com a RUC, o Estudantino João admite que existe uma despreocupação por parte dos organizadores do Sarau Cultural e que a atividade deveria ser repensada. Reconhece ainda que a ausência de um apresentador desfalcou o evento. O estudante manifesta o descontentamento com a qualidade da Queima das Fitas nos últimos anos e diz que “qualquer dia” vão ter de “pagar” para atuar.
Orquestra Típica e Rancho

A Orquestra Típica e Rancho encerrou a noite ao som de um repertório que não era tocado há vários anos. Bofas, membro da Orquestra, critica a comissão organizadora da queima das fitas.
O recinto fechou as suas portas às 06:00. A Queima das Fitas continua até dia 30 de maio, com a emissão em direto da RUC das 00:00 às 04:00 em dias de palco RUC e das 00:00 às 02:00 nos restantes dias.
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