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“Pairo na luz, suspenso…” celebra 100 anos da morte de Camilo Pessanha
Congresso internacional, nas Faculdades de Letras (FLUC) e de Direito (FDUC) da Universidade de Coimbra, marca o início de uma programação que pretende assinalar os 100 anos da morte do poeta conimbricence. A atividade aconteceu nos dias 11 e 12 de maio.
Camilo Pessanha, professor, escritor, advogado e juiz, nasceu em Coimbra em 1867. Viveu 30 anos em Macau, local onde faleceu em março de 1926. Ao assinalarem-se os 100 anos do seu falecimento, o Centro de Literatura Portuguesa (CLP) e o Grupo de Arqueologia e Arte do Centro (GAAC), com a colaboração da Pró-Associação 8 de Maio, da Câmara Municipal de Coimbra (CMC), da Universidade de Coimbra (UC) e do Museu de Machado de Castro (MMC), prepararam um conjunto de atividades comemorativas, no qual este evento se insere.
Em entrevista à RUC, António Apolinário Lourenço, membro da Comissão Organizadora e professor aposentado da FLUC, explica o lugar da voz de Camilo Pessanha no panorama literário português e a sua importância na atualidade.
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A propósito da ausência de Camilo Pessanha nos programas escolares, o especialista apresenta algumas causas, entre as quais o aumento dos conteúdos gramaticais, que tem implicações na gestão do número de autores a trabalhar, sinalizando uma grande perda, há já muito sentida, para a compreensão da literatura portuguesa na transição dos séculos XIX e XX.
Entre os vários oradores, destaca-se a presença de Paulo Franchetti e Carlos Morais José, especialistas em literatura e responsáveis por edições críticas de Clepsidra, Daniel Pires, académico e biógrafo de Camilo Pessanha e, ainda, Gustavo Rubim, que dedicou a Pessanha a sua Tese de Doutoramento.
Relativamente à iniciativa, no desfecho do último dia, o professor fez um balanço positivo da adesão à atividade.
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Além das diversas comunicações, centradas não apenas no percurso literário de Camilo Pessanha, mas também na vertente cultural, social e política do homenageado, o evento contou com a leitura de poemas e um momento musical da responsabilidade de vários estudantes de licenciatura da FLUC.
Inserindo-se num programa mais abrangente, o responsável menciona que se seguem atividades como exposições, que procuram ter maior impacto no público em geral.
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O programa comemorativo termina com o recital “Eu vi a luz em um país perdido”, previsto para o final de novembro, na Igreja do Convento São Francisco.
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