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Real República dos Pyn-Güyns em risco de perder a sede
Casa de estudantes encontra-se em risco de perder a sede depois da não renovação de contrato do imóvel. Mor Duarte Jesus explica a dificuldade em encontrar uma nova sede nos tempos atuais e fala num estigma para com as repúblicas.
É mais uma república em risco de perder a sede. A Real República dos Pyn-Güyns encontram-se em risco de perder a sede depois da não renovação do atual contrato do imóvel com o senhorio. Por isso, têm de abandonar o imóvel até dezembro deste ano, como os restantes inquilinos do prédio.
O mor da Real República dos Pyn-Güyns, Duarte Jesus, diz que a Câmara Municipal de Coimbra mostrou interesse em ajudar com a questão.
Mesmo com um possível apoio por parte dos Serviços de Ação Social da Universidade de Coimbra, o mor da república diz ser impensável comprar o imóvel.
Duarte Jesus explica ainda a dificuldade em encontrar uma nova sede nos tempos atuais. Fala num estigma para com as repúblicas de estudantes.
A Real República dos Pyn-Güyns existe desde 1954 e tem estatuto de interesse municipal, enquanto a casa em si tem estatuto de loja com história.
Fica situada na Rua Dr. Henriques Seco, perto da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra. Esta é a terceira sede da história dos Pyn-Güyns, depois de terem trocado de casa duas vezes na década de fundação.
Nela já passaram duas figuras conhecidas da crise académica de 1969, Alberto Martins e Décio de Sousa, presidente da Direção-Geral e o presidente da Assembleia Magna da Associação Académica de Coimbra na época. Ainda o antigo presidente da República Jorge Sampaio, membro honorário desta república, e o professor e escritor Rui Namorado.
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