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A força da comunicação feita por quem a ama

A Casa da Escrita recebeu, no último domingo, a inauguração da exposição “40 Anos – Que Lindo Serviço: Paisagem Sonora da AAC”, integrada na programação da Semana Cultural da Universidade de Coimbra. A mostra celebra quatro décadas da RUC, destacando o seu percurso enquanto rádio-escola e órgão de comunicação da Associação Académica de Coimbra, a par da tV AAC e do jornal A Cabra.

“Que Lindo Serviço!”, lema escolhido para assinalar os 40 anos da Rádio Universidade de Coimbra (RUC), é mais do que uma expressão simbólica: traduz a missão da estação ao longo das últimas décadas, prestando um serviço à comunidade e formando gerações de jovens nas áreas da locução, técnica radiofónica e informação.

A exposição é ponto de partida para a ambição maior de mapear a paisagem sonora da Associação Académica de Coimbra (AAC), explica Lexi Narovatkin, da coordenação da Comissão dos 40 anos.

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A mostra propõe um percurso pela história material e imaterial da rádio, reunindo equipamentos antigos, mesas de emissão, registos fotográficos e “tesourinhos” da Sala de Discos José Braga. Documenta ainda o espaço da Rua Padre António Vieira e a evolução técnica da estação ao longo do tempo. A componente de paisagem sonora dos três órgãos de informação da AAC contou com a realização de Luís Antero, diretor artístico do Arquivo Sonoro do Centro Histórico de Coimbra.

No último ano, a RUC promoveu uma campanha de ‘crowdfunding’ que angariou mais de 30 mil euros, permitindo a reestruturação do estúdio de emissão, um investimento que simboliza a vitalidade do projeto e o apoio da comunidade à rádio, lembrou Lexi Narovatkin.

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Das cantinas à frequência 107.9 FM

Embora celebre agora 40 anos como Rádio Universidade de Coimbra, a história da estação começa antes. Em 1979, funcionava como centro experimental, com emissões dirigidas às cantinas universitárias. Com o diploma das rádios locais de 1988, consolidou a sua presença no panorama radiofónico da cidade, enfatiza Fausto da Silva ru(iano responsável pelo programa Santos da Casa.

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Ao longo das décadas, afirmou-se como rádio cultural e formativa, distinguindo-se pela aposta na divulgação artística, na informação e na experimentação sonora.

O impacto da rádio na formação dos jovens

Durante a inauguração, foi recordado o papel da rádio enquanto espaço de descoberta e formação. O testemunho de Lexi Narovatkin, da coordenação da Comissão dos 40 anos, sublinhou a importância do contacto precoce com projetos culturais. A sua ligação à rádio começou ainda na escola primária, através do programa “A Rádio dos Miúdos Fantásticos”, dinamizado por Bruno Simões — uma experiência que viria a influenciar o seu percurso.

A Diretora do Departamento de Cultura e Turismo da Câmara Municipal de Coimbra, Maria Carlos Pêgo, reforçou essa ideia, defendendo que o acesso à cultura e à mediação artística pode ser determinante na construção de interesses, talentos e profissões.

Incentivar crianças e jovens a frequentar bibliotecas, museus, espetáculos ou projetos de comunicação é, também, investir no futuro.

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Um protótipo para um mapeamento maior

“40 Anos – Que Lindo Serviço: Paisagem Sonora da AAC” assume-se como um projeto-piloto para um futuro mapeamento mais abrangente do património sonoro da Associação Académica de Coimbra. Para já, o foco recai sobre os três órgãos de comunicação social da AAC, sublinhando a sua interligação e relevância na vida académica.

Quatro décadas depois, a RUC mantém-se fiel à sua identidade: uma rádio feita por estudantes, aberta à participação de diferentes gerações, onde cada emissão continua a ser, acima de tudo, um serviço prestado à comunidade. A exposição pode ser visitada na Casa da Escrita, até 15 de março.

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