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Dia internacional da mulher vai ser marcado por manifestações em Coimbra
Violência, questões laborais e direito à saúde são algumas das reivindicações que estão na base da manifestação de mulheres. A concentração é organizada pelo Movimento Democrático das Mulheres.
Estão confirmadas manifestações, desfiles e concentrações para todas as capitais de distrito. Em Coimbra decorre a 8 de março, no Dia Internacional da Mulher. Com inicio ás 14h30, começa por atravessar a ponte de Santa Clara, passa pela portagem e vai até à praça 8 de maio.
Bárbara Canijo, membro da Direção Nacional do Movimento Democrático das Mulheres (MDM), acredita que o percurso tenha um grande impacto na cidade. Ao microfone da RUC, Bárbara aponta que a manifestação pretende juntar mulheres de todas as idades, setores e profissões para lutar contra os problemas que mais as afetam.
2026 marca os 50 anos da Constituição da República Portuguesa. O ano é propício à reflexão sobre os direitos das mulheres inscritos no documento. Bárbara Canijo, também membro do Núcleo de Coimbra do MDM, preocupa-se com a concretização destes direitos.
Em entrevista, explica que entre as principais questões que movem esta luta estão a violência, questões sobre as condições de trabalho e a conciliação da vida pessoal e familiar com a vida profissional. Acrescenta a preocupação em relação a serviços públicos, como o Serviço Nacional de Saúde (SNS) que, segundo a manifestante, têm problemas de acesso, tempo de espera e a falta de profissionais.
Reforça que a luta espelha a disponibilidade e vontade da população para reivindicar as questões em causa. Por parte do MDM, espera-se uma grande adesão a nível nacional.
Bárbara Canijo manifesta o desejo de alargar o movimento e criar conversas entre mulheres e toda a população que se reveja nesta luta. Destaca ainda a importância de uma maior consciencialização por parte da população face às problemáticas refletidas pelas manifestações.
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