[object Object]

Magna interrompida a meio com assuntos por debater

Dívidas da Direção Geral da Associação Académica de Coimbra (DG/AAC) e alterações ao plano de atividades estiveram em destaque na Assembleia dos estudantes. Após terem sido aprovados os principais documentos, a Assembleia Magna terminou por falta de quórum, sem espaço para outros assuntos.

A segunda chamada da primeira Assembleia Magna da Associação Académica de Coimbra (MAM/AAC) dirigida por Francisco Flor permitiu o início da sessão às 18h45, com 116 associados. Por volta das 21h00 a assembleia foi interrompida por não estarem presentes o mínimo de 100 associados.

Ao microfone da RUC, Francisco Flor avança que a sessão decorreu com a devida normalidade. O presidente da Mesa explica que a falta de quórum foi devido às condições meteorológicas adversas e ao período de avaliações na Academia.

0:00

Nas últimas Assembleias Magnas a falta de adesão dos estudantes já havia sido alvo de preocupação. Um dos objetivos da campanha do atual dirigente era reverter a situação e garantir maior envolvimento dos estudantes, como explicou durante o tempo de campanha.

Para a próxima Magna, dia 25 de fevereiro, Francisco Flor salienta medidas que a Mesa pretende adotar para garantir mais participação. Deixa também um apelo aos estudantes e reforça o peso da Magna, órgão máximo deliberativo da AAC.

A Assembleia começou com algumas informações por parte da MAM/AAC e da DG/AAC. José Machado, presidente da DG/AAC, enumerou um conjunto de ações realizadas pela Direção Geral, até ao momento.

0:00

O segundo ponto da ordem de trabalhos, relativo à apresentação e votação do relatório de contas da DG/AAC do mandato 2024/2025, foi tópico de destaque, com vários momentos de discussão. António Lopes, atual vice-presidente da DG/AAC, que desempenhava a função de tesoureiro na administração anterior, fez um balanço sobre a atual condição financeira da DG/AAC.

0:00

António Lopes aponta uma diminuição de 38% do valor total da dívida da Direção Geral, entre dezembro de 2024 e agosto de 2025. O antigo tesoureiro refere ainda que a reorganização do modelo financeiro, o aumento de financiamento e a antecipação das despesas devem ser prioridade.

Úrsula Ventura, estudante da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra (FLUC), deu voz à preocupação e, após insistência, a estimativa dos valores da dívida foi divulgada por António Lopes. O responsável clarificou que o valor é “flutuante”, mas que a 15 de dezembro de 2025, se situava entre os 740 mil e os 800 mil euros de pendentes externos e internos acumulados por parte da Direção Geral.

0:00

O relatório de contas foi também alvo de críticas por parte de alguns membros do quórum. Tomás Freitas, estudante da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra (FEUC), posiciona-se contra o relatório apresentado.

0:00

O relatório de contas foi aprovado com 93 votos a favor.

No terceiro ponto da ordem de trabalhos, o plano de atividades pautou-se pelas intervenções e debate entre estudantes e o presidente da DG/AAC.

Miguel Ramiro, estudante da FLUC destaca o ponto que prevê um ciclo de visitas às repúblicas presente no plano de atividades, dando como exemplo a República dos Inkas.

0:00

José Machado abriu espaço à colaboração com as Repúblicas, com o apoio de entidades responsáveis.

O presidente da Secção de Fado da AAC (SF/AAC), Afonso Mendes, contesta os moldes de funcionamento do prémio musical Carlos Paredes. José Machado propôs que o prémio monetário passasse a ser honorário, sugestão que vai ser avaliada pela SF/AAC. O valor previsto para a atividade reverteria, em parte, para apoiar a Secção de Jornalismo da AAC.

A portas fechadas, o plano de atividades foi aprovado com 87 votos a favor, 18 contra e 14 abstenções.

O Plano Orçamental da Associação Académica de Coimbra para 2026 foi o quarto tópico a ser debatido. Úrsula Ventura interviu e defendeu que os 1000 euros previstos para a “Defesa de um Ensino Superior Público gratuito, universal, democrático e de qualidade” são insuficientes, uma vez que, nestes se inserem os valores destinados à comemoração do Dia Nacional do Estudante, a 24 de março. A estudante comparou o valor aos 18500 euros, destinados à presidência.

0:00

O último tema debatido foi a apresentação e votação do calendário eleitoral para as eleições do Conselho Fiscal e Conselho Disciplinar da AAC de 2026/2027.

Diogo Rocha, estudante da Faculdade de Direito da UC e antigo presidente da MAM/AAC, fez algumas retificações, aceites por Francisco Flor, atual dirigente.

O calendário eleitoral foi aprovado com 87 votos a favor, entre as 100 pessoas que se encontravam no quórum.

Com a saída do auditório durante a Assembleia, dois pontos ficaram pendentes, um dos quais proposto por José Machado, no início da sessão, relativo à discussão sobre o atual estado do Ensino Superior.

0:00

No total ficaram três assuntos por abordar, os quais, confirmou o representante, não vão constar na ordem de trabalhos da próxima Assembleia. A Magna terminou pelas 21h00.

PARTILHAR: