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Casa da Esquina promove oficina de costura
A Oficina da Costura aconteceu hoje, pelas 18h, na Casa da Esquina. Sob a orientação de Beatriz Guerreiro, licenciada em Design em Multimédia e com mestrado em Design de Moda, a oficina da costura teve lugar hoje, na casa da esquina.
A ligação de Beatriz ao projeto começou enquanto participante numa oficina, tendo sido mais tarde convidada a assumir o papel de formadora, função que desempenha atualmente. A oficina adapta-se aos interesses das participantes e acompanha tanto projetos em fase inicial como trabalhos em conclusão, com o objetivo de incentivar a finalização das peças e promover a partilha de conhecimento. Alguns participantes voltam para ter incentivo e mantêm-se a participar nas oficinas durante várias sessões.
Quem participa pela primeira vez inicia-se com peças simples, aprende a utilizar a máquina de costura e os pontos essenciais, evoluindo depois para a transformação de peças, como a criação de totebags ou saias.
De acordo com Beatriz Guerreiro durante o verão, a oficina realizou-se semanalmente, mas devido às tempestades tem sido difícil organizar as próximas sessões e, além disso, o mau tempo tem levado uma menor adesão. Ainda assim, o objetivo mantém-se: realizar a oficina com regularidade e criar um espaço de apoio, partilha e criação coletiva. A formadora sublinhou ainda: a “criatividade e vontade de fazer é sempre maior quando fazemos em conjunto”.
A casa da Esquina foi a sede desta oficina, e ao microfone da RUC, um elemento da direção, Sandra Jorge, explicou que a casa é o local de acolhimento de vários projetos artísticos e sociais ligados às artes manuais, como a terapia da agulha. O objetivo da casa centra-se na divulgação dos artistas e das suas criações, e promover o trabalho coletivo.
Todos os projetos são uma intervenção política, de reflexão aprofundada e coletiva, como foi o caso do trabalho desenvolvido em Abril do ano passado.
A casa é polo de encontro de várias pessoas ligadas às artes, direitos humanos e feminismo que se cruzam com entidades ligadas à intervenção social. Funciona como um espaço que acolhe entidades como o Akto, o Graal, o Doc coimbra e artistas plásticos que vêm trabalhar temporariamente ou por tempos alargados.
Segundo as responsáveis, existe sempre espaço para acolher novos eventos que se enquadrem no que é feito pela casa, quer sejam entidades ou artistas para uma exposição, residência ou trabalho específico.
A programação pode ser consultada nas redes sociais ou através de subscrição da newsletter. A maioria das atividades são gratuitas e as que são pagas têm descontos para estudantes ou pessoas desempregadas.
A casa da esquina acaba por ser um espaço de riqueza cultural e diversidade dos trabalhos e artistas.
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