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Assembleia Magna marcada por críticas à ausência da DG/AAC na manifestação contra o aumento das propinas
Na segunda Assembleia de Estudantes do ano letivo em vigor foram divulgadas informações e ficaram marcadas as eleições para o mandato de 2025/2026 da Direção Geral (DG/AAC) e Mesa da Assembleia Magna da Associação Académica de Coimbra (MAM/AAC). No final da ordem de trabalhos, houve espaço para intervenções de estudantes, que contestaram a ausência da DG/AAC na manifestação de 28 de outubro.
A segunda Magna do ano letivo começou às 18H26, com 168 associados presentes, após a segunda chamada de Diogo Rocha, presidente da Mesa da Assembleia. O púlpito do auditório da reitoria da Universidade de Coimbra (UC) abriu com as saudações de Diogo Rocha, que deu lugar a José Machado. O vice-presidente da DG/AAC explicou os pontos de trabalho da Direção Geral, desde a última Assembleia Magna.
José Machado deixou ainda algumas notas relativas a projetos culturais e a conquistas na área do desporto. Prestadas as informações, Diogo Rocha avançou para o segundo ponto da ordem de trabalhos, relativo ao calendário eleitoral para as eleições da Mesa da Assembleia Magna (MAM/AAC) e Direção Geral da Associação Académica de Coimbra (DG/AAC) para o mandato de 2025/2026. As retificações aprovadas dizem respeito ao voto antecipado, agendado para dia 25 de novembro. O número de urnas abertas neste período foi também aumentado e passa a existir uma em cada polo e na Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra (FEUC). Rodrigo Sousa, estudante da FEUC, foi o responsável por apresentar a medida.
Lara Leal, candidata à presidência da MAM/AAC, apresentou uma nota de repúdio direcionada à DG/AAC em Assembleia. A estudante afirmou que a DG demonstrou falta de responsabilidade ao não marcar presença na manifestação em Lisboa. A convocação para o protesto partiu do Conselho de Associações Académicas Portuguesas (CAAP). A nota de repúdio foi recusada com 119 votos contra, dos 179 associados presentes. Em entrevista à RUC, Lara Leal justifica a sua intervenção.
De seguida foi aprovada, com 117 votos a favor, uma nota que reconhece o valor dos estudantes que marcaram presença na manifestação.
Entre as várias intervenções da noite, Hugo Faustino, presidente da Secção de Fado da Associação Académica de Coimbra, também subiu ao púlpito e dirigiu críticas à Direção-Geral da AAC. Apontou a ausência na manifestação em Lisboa e acrescentou que alguns elementos da Direção-Geral estiveram, no mesmo dia, nas eleições para o cargo de comissário da Queima das Fitas, sem reunirem condições para votar. Referiu ainda que viu alguns membros da Direção-Geral no bar da AAC, no momento em que se dava a partida dos autocarros rumo à capital.
José Machado, vice-presidente da Associação Académica de Coimbra, deu resposta às críticas e à nota de repúdio. O estudante interviu em representação do presidente da DG/AAC, Carlos Magalhães, que não marcou presença na Magna por estar em representação internacional da Academia, no âmbito do fundo de ação social António Luís Gomes. José Machado afirma que a DG/AAC não convocou a manifestação, mas associou-se ao movimento por integrar o CAAP.
Diogo Rocha fez, ao microfone da RUC, o balanço final do mandato. O estudante destacou a evolução positiva do quórum nas Assembleias Magnas e sublinha o maior envolvimento dos estudantes nas decisões tomadas. O aluno de direito vincou as intervenções significativas, que afirma refletirem o interesse dos associados em discutir e decidir o rumo da instituição.
No fim de mandato, Diogo Rocha revelou que não pretende recandidatar-se à presidência da MAM/AAC por motivos académicos, mas mostrou-se satisfeito com o trabalho desenvolvido. O dirigente reforça que é essencial manter o caráter democrático e garantir que todos possam intervir sem restrições, um princípio que diz ter defendido ao longo de todo o mandato.
Bernardo Lopes, um dos fundadores da pró-secção de boccia, foi responsável pela última intervenção da noite. O academista exigiu um pedido de desculpas por parte da DG/AAC, que afirma ter permitido que a secção fosse desmantelada. A RUC tentou contactar a presidente da secção, Maria João Entresede, que não quis prestar declarações. Encerrados os tópicos de debate, a Assembleia Magna terminou às 20H07.
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