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Bloco de Esquerda quer reforçar participação cidadã na Assembleia Municipal de Coimbra
Proposta será a primeira medida da nova deputada Maria Paixão e inclui revisão do regimento municipal.
O Bloco de Esquerda (BE) vai apresentar à Assembleia Municipal de Coimbra uma proposta de revisão do regimento, com o objetivo de alargar a participação dos cidadãos nas sessões públicas. A iniciativa surge após as eleições autárquicas, nas quais o partido recuperou representação em Coimbra, elegendo Maria Paixão como deputada municipal.
Segundo Miguel Cardina, do Bloco de Esquerda, esta será a primeira medida da nova representação bloquista, e pretende “corrigir o desincentivo atual à intervenção cívica”.
Entre as alterações propostas estão a criação de um período obrigatório para intervenções do público, a simplificação da inscrição prévia e o reconhecimento explícito do direito de petição.
“Passaram quatro anos e não houve revisão do regimento. O Bloco vai pautar a sua intervenção pela exigência democrática e pelo alargamento da participação cidadã”, afirmou Miguel Cardina à Rádio Universidade de Coimbra.
O partido espera encontrar abertura por parte de outros elementos da Assembleia Municipal mas garante que avançará “com total empenho” mesmo sem alianças.
Apesar do resultado modesto nas autárquicas, o BE quer manter uma oposição ativa à esquerda do executivo socialista liderado por Ana Abrunhosa.
A nível nacional, Miguel Cardina destacou ainda o processo interno do partido, com a Moção A a propor José Manuel Pureza para coordenador do Bloco, sucedendo a Mariana Mortágua, que assumiu a liderança após a saída de Catarina Martins.
Cardina elogiou o trabalho de Mortágua, mas reconheceu que o partido “precisa de se reorganizar e renovar” depois de resultados abaixo das expectativas.
Pode ouvir a entrevista na íntegra no ‘podcast’ do início do artigo.
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