
Habitação com Dignidade – Procura por Habitação Municipal Aumenta 33% em Coimbra
Pedidos de habitação municipal no concelho de Coimbra aumentaram 33% só em 2024,um reflexo direto da crise de acesso a habitação pelas famílias com menores rendimentos que se vive a nível nacional. O aumento dos preços no mercado de arrendamento e o rendimento baixo de alguns conimbricenses estão entre os principais fatores identificados.
Segundo dados revelados na última reunião do executivo municipal, pela vereadora da Ação Social, Ana Cortez Vaz, mais de dois terços das famílias que pedem apoio vivem com menos de 500 euros por mês. Muitas enfrentam situações-limite: rendas em atraso, ordens de despejo e condições de vida precárias.
São, em grande parte, famílias monoparentais, sobretudo mulheres com filhos menores, vítimas de violência doméstica, pessoas com deficiência ou doença incapacitante, idosos isolados, entre outros casos de vulnerabilidade.
Apesar do aumento da procura, o município tem vindo a responder com medidas. Ana Cortez Vaz, esclareceu que em 2024 foram realojadas 72 famílias, e outras 55 no primeiro trimestre de 2025. Entre os casos mais marcantes estão famílias que viviam em ‘roulottes’ junto ao Bairro da Rosa e em viaturas, agora com acesso a habitação condigna.
A vereadora destacou também a evolução da política de habitação nos últimos anos. Quando o atual executivo tomou posse, existia apenas um contrato assinado no âmbito do programa 1.º Direito, mas nenhuma candidatura submetida, disse.
Na atualidade, o município conta com nove candidaturas aprovadas em fundos europeus, o que permitiu a reabilitação de 200 habitações e a construção de 294 novas casas, num investimento total de 56,5 milhões de euros, financiado.
No coração da cidade na Casa das Cruzes foram realojadas 17 famílias. Segundo publicação da Câmara Municipal, no início de agosto, as habitações vão começar a ser ocupadas. O investimento foi financiado pelo programa comunitário Centro 2020. Quanto à Casa das Talhas, a requalificação está na fase final. Aqui vai ter lugar mais quatro habitações e um espaço comercial.
Em novembro do ano passado o Diário As Beiras noticiava que o concelho tinha uma lista de espera de cerca de 600 famílias para acesso à habitação social.
Fotografia: Câmara Municipal de Coimbra
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