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29.07.2025POR Isabel Simões

“Nenhuma árvore da Rua Lourenço Almeida Azevedo será abatida se for possível salvá-la”, garante Município de Coimbra

Situação das árvores na Rua Lourenço Almeida Azevedo continua a gerar debate em Coimbra. A Câmara Municipal assegura estar a acompanhar de perto os trabalhos e promete uma solução equilibrada entre a obra e a preservação das árvores.

Estão previstos onze abates de árvores na Rua Lourenço Almeida Azevedo. Nove deles por razões fitossanitárias e dois por interferência com o percurso do MetroBus.

Ana Bastos, vereadora com o pelouro do urbanismo, afirmou na reunião do executivo de segunda-feira que já foram realizadas duas reuniões no local, uma delas com o presidente da Câmara. A autarca garante que o Município procura uma solução de compromisso e que em breve será apresentada uma proposta técnica.

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Segundo a vereadora, as obras em curso visam renovar infraestruturas subterrâneas com décadas de existência. Redes de água, saneamento, esgotos e ramais de ligação estão a ser substituídos para garantir qualidade de vida e segurança à população.

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O executivo admite ter várias propostas para a resolução do problema que, ou vão no sentido de preservar as árvores, ou no favorecimento das obras. A análise técnica das soluções possíveis está em curso, pelo que a solução será sempre técnica e não política, assegura Ana Bastos.

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Estão também em curso medidas de proteção às árvores. Estruturas de madeira foram colocadas para proteger os troncos, e os serviços municipais têm colaborado com técnicos especializados.

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Ana Bastos reconhece que o tema é sensível, mas sublinha que atrasos nas obras podem comprometer o funcionamento do Sistema de Mobilidade do Mondego, com custos elevados para o erário público e a necessidade de garantir “infraestruturas modernas e seguras”.

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A vereadora informou também que as árvores da rua foram alvo de podas técnicas em 2016 e 2020, para garantir o equilíbrio das copas. A próxima intervenção está prevista para depois da conclusão das obras, no final de 2025.

Segundo o jornal Diário As Beiras, um grupo de cidadãos quer avançar com uma providência cautelar para travar o abate das árvores. Está também em curso uma petição pública com o mesmo objetivo.

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