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11.03.2022POR Guilherme Carneiro

Relatório de contas da Queima das Fitas 2021 em atraso para a Assembleia Magna

Contas da festa dos estudantes de 2021 estão por apresentar, com o Conselho Fiscal da AAC a avisar que esta demora poderá comprometer a organização da QF’22 e levar a eventuais sanções à comissão organizadora.

O Conselho Fiscal da Associação Académica de Coimbra, pela voz do seu presidente Laurindo Frias, afirma ainda não ter recebido o relatório de contas da Queima das Fitas relativo ao ano de 2021.

O dirigente refere que foi estipulada com a Comissão Organizadora da Queima das Fitas uma validade de dois meses para a redação do documento, de forma a que este estivesse pronto para discussão em fevereiro do ano corrente, tendo em conta que os festejos de 2021 apenas se realizaram em Outubro.

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Laurindo Frias acrescenta que, até Dezembro, nenhum documento havia sido submetido, tendo-se alargado o prazo de entrega para dia 15 de Janeiro, sem sucesso. O presidente sublinha o atual processo burocrático para que o documento chegue à Assembleia Magna, referindo que este ainda tem que receber um parecer positivo do conselho fiscal, dificultando a sua apresentação na próxima reunião, no dia 14 de Março.

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Perante o inconveniente, assume que é necessário discutir a eventual aplicação de sanções à Queima das Fitas como um todo ou a algum dirigente em particular, sem revelar o conteúdo das possíveis punições. Segundo contou à Rádio Universidade de Coimbra, a Comissão incorre numa violação de estatutos com o não cumprimento dos prazos, passando a comprometer a tomada de posse da próxima organização, para os festejos de 2022.

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Por outro lado, Carlos Missel, Secretário-geral da Comissão Organizadora da Queima das Fitas, destaca a inconveniência do adiamento do cortejo, que resultou na sobreposição do relatório da sua equipa com o da Direção-Geral da AAC, motivo para o adiamento da entrega do documento. Para além do mais, defende que a sobrecarga e a interrupção de trabalhos dos serviços de contabilidade impediram a obtenção de informações relevantes para a prévia elaboração do relatório. A organização do cortejo de 2022 também não poderia ficar de parte, existindo a necessidade de traçar as linhas gerais para os festejos durante o ano corrente.

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Carlos Missel aguarda a possibilidade de que venha a acontecer uma nova reunião da Assembleia Magna ainda neste mês de Março. Perante a possibilidade de sanções, o coordenador entende que essa não «deve ser a ótica de trabalho das estruturas internas na casa», realçando que também a Comissão Organizadora da Queima das Fitas teve que se adaptar perante as adversidades do ano de 2021.

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Tudo indica que o encontro da Assembleia Magna, marcado para a próxima segunda-feira, dia 14, vai mesmo acontecer sem a análise do Relatório de Contas da Queima das Fitas 2021.

 

Imagem: Observador

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