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05.03.2021POR Isabel Simões

Mulheres continuam a lutar por direitos já consignados em forma de lei

A luta por direitos e dignidade de metade da população humana ainda não terminou pelo que para o MDM se justifica continuar a celebrar o Dia Internacional da Mulher a 8 de março.

As batalhas de muitas mulheres pela educação, trabalho digno ou tarefas partilhadas no seio da família têm mais de um século. Apesar de muitos dos direitos da mulher estarem consignados em lei no nosso país,  a prática demonstra que a aplicação da legislação demora a ser executada.

Já em democracia o trabalho da jornalista, Maria Antónia Palla sobre o aborto clandestino mexeu com a sociedade portuguesa. Fomos procurar também conhecer herdeiras de Maria Lamas. A unir estas duas mulheres estão palavras de luta pelas questões femininas que a sociedade quis esconder.

Maria Antónia Palla, já no Portugal de Abril, trabalhou em televisão reportagem sobre o aborto clandestino que a democracia viria a despenalizar apenas em 1984, como contou à RUC.

Maria Lamas à frente da revista Modas & Bordados levava aos lugares mais interiores de Portugal a vida de mulheres reais de um país que Salazar queria de muito respeitinho em que as mulheres eram enaltecidas como fadas do lar.

Hoje, muitas das herdeiras de Maria Lamas militam no Movimento Democrático das Mulheres (MDM). Manuela Gorgel Pinto do Núcleo de Coimbra do MDM lembrou que apesar de estarmos num regime democrático e a legislação promover a igualdade existem muitas áreas quer no trabalho, quer no seio familiar, em que as desigualdades e a violência sobre as mulheres permanecem.

O MDM ao longo de várias semanas está a publicar nas redes sociais dados que classifica como preocupantes e que estão relacionados com os vários tipos de violências de que as mulheres são alvo. Promovem também desde fevereiro um ciclo de conversas sob o lema “As mulheres não podem calar” que se estende até dia dia 12 de março.

A ativista considera que com a situação de pandemia alguns “flagelos” como a violência doméstica e no namoro se “agravaram imenso” e que há ainda muito que fazer.

Este ano as iniciativas do MDM para assinalar o Dia Internacional da Mulher, passam também por duas concentrações: uma na Codoaria no Porto no dia 7 de março às 15 horas e em Lisboa , à mesma hora no dia 13 de março.

Hoje, dia 5 de março, o MDM promoveu uma conversa com mulheres que estão na linha da frente no combate à CoVid-19.

Fotografia: MDM

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