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01.03.2021POR Isabel Simões

Grémio Operário de Coimbra renasce para a criação artística

No espaço que marcou a história cultural da cidade, pretende-se promover as memórias, mas acima de tudo, antecipar o futuro e acolher artistas de várias áreas.

Propriedade da Diocese de Coimbra, mesmo ao lado das “Criaditas dos Pobres”, está o Grémio Operário – uma plateia, um pequeno palco e um bar, no rés-do-chão. No piso superior acesso a um salão de onde se tem vista privilegiada sobre o rio Mondego. Tudo está a ser recuperado para ser colocado ao serviço da Cultura da cidade e dos artistas emergentes.

Miguel Matias, um dos impulsionadores do regresso da casa situada no nº.12 da Rua da Ilha, contou à RUC como a Associação Cultural, Recreativa e Memória do Grémio Operário de Coimbra está a pensar colocá-la ao serviço da criação artística.

“Ensaio Pan-Grémio”, o espetáculo que o Grémio Operário está a preparar para a Semana Cultural da Universidade de Coimbra vai mostrar o que pode vir a fazer o grupo de artistas que se juntou para constituir a associação. Rosa Prazeres, elemento da organização, revelou que pela transmissão vai passar música, performance, pintura e humor e deu-nos exemplos de alguns dos artistas que vão participar.

O Grémio Operário nasceu no mesmo ano da Associação Académica de Coimbra, em 1887. Por ele passaram gerações dos que chegavam a Coimbra para estudar e dos que por cá constituíram vida. Por lá pontuou Zeca Afonso e também mais recentemente, Vítor Rua, fundador dos GNR. “Por ali  se passava a cultura de Coimbra”, afirmou Miguel Matias.

“Festival Ilha 12”, “Só Roque” e “Festival da Balada e Canção de Coimbra”, são três das iniciativas que o Grémio  Operário pretende promover por conta própria. A tudo isto acrescem as residências para artistas e as colaborações com o Colégio das Artes e uma possível colaboração com a Bienal de Arte Contemporânea de Coimbra. O cinema para os públicos mais jovens também vai passar nesta casa do coração da zona classificada como Património da Humanidade.

“Sabemos que existe gente na cidade que não tem sítio para se mostrar e ali vai ter o seu espaço”, palavras de Miguel Matias.

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