23/03/20

Sindicatos censuram comportamento das empresas em tempo de crise

Férias ou despedimento. De acordo com as centrais sindicais UGT e CGTP, é desta maneira que as empresas estão a resolver a crise económica gerada pelo coronavírus em Portugal.

Logótipos dos Sindicatos CGTP e UGT

Apesar do Primeiro-Ministro, António Costa, ter anunciado, a 20 de março, algumas medidas de apoio direto às empresas e aos trabalhadores, Isabel Camarinha, secretária-geral da CGTP, defende que aquelas que foram anunciadas e postas em prática não garantem o rendimento necessário aos trabalhadores.

O adiamento parcial ou total do pagamento, por parte das empresas, do IVA, IRS, IRC e TSU até ao segundo semestre deste ano, assim como a abertura de uma linha de crédito para as empresas que não despeçam funcionários, são duas das medidas de apoio já em vigor.

Apoios que parecem não ser suficientes para as empresas, uma vez que algumas já terão começado a despedir funcionários, segundo afirma Isabel Camarinha.

Carlos Silva, secretário-geral da UGT, contrariamente a Isabel Camarinha, revela-se satisfeito com a forma como o Governo tem gerido a crise e com as medidas que têm vindo a ser apresentadas. No entanto, sugere que seja legislada uma penalização às empresas que despeçam os colaboradores.

O mesmo dirigente sindical reclama ainda a denúncia pública das empresas que estão a proceder a despedimentos.

Isabel Camarinha afirma que as empresas não têm recorrido apenas ao despedimento dos trabalhadores neste momento de crise e fala da marcação de férias como um abuso.

Se por um lado a UGT defende a punição para as empresas que demonstrem pouca solidariedade social, a CGTP exige fiscalização como arma de combate às ilegalidades.

Lembramos que a situação de crise gerada no mundo laboral se deve ao Estado de Emergência, decretado no dia 19 de março, devido ao alastramento da pandemia Covid-19 em Portugal.

Ana Carvalho

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