23/03/20

Rui Delgado: “Situação atual é diferente da crise económica de 2008/2009”

O Alvorada de hoje (23) teve como convidado o director executivo da M&A Worldwide, Rui Delgado.

A Comissão Europeia (CE) fez a 13 de março uma projeção macroeconómica que estima que o PIB do conjunto dos 27 países da União Europeia (UE) poderá encolher 1% neste ano. As mais recentes projeções do Banco Central Europeu (BCE) indicam que, se a paralisação decorrente do surto se prolongar durante mais um mês, o produto da Zona Euro vai contrair 2%. Se a paralisação durar mais três meses irá fazer com que o PIB da moeda única encolha 5%. Também para a China, a Goldman Sachs reviu a sua estimativa de crescimento do PIB no primeiro trimestre, passando de 2,5% para -9%. Rui Delgado considera que esta crise é diferente da crise económica de 2008/2009, o que torna mais difícil a previsão dos seus impactos. O gestor ilustra com o caso americano.

Os setores mais afetados até agora são o turismo (com quebras de cerca de 90%), aviação e transportes, petróleo, automóvel, banca e todos os setores com matérias-primas oriundas da China. Rui Delgado considera que esta é também uma altura de oportunidades e identifica os setores menos afetados.

As medidas de resposta anunciadas pelo governo português incluem linhas de crédito de 3 mil milhões de euros (com a condição de que as Empresas apoiadas não podem despedir), prorrogação das prestes a caducar por três meses, renovação automática de subsídios de desemprego e apoios sociais e adiamento dos pagamentos de IVA, IRS, IRS e TSU até ao segundo semestre. Rui Delgado considera as medidas positivas, mas identifica fragilidades na economia portuguesa que podem dificultar a recuperação.

António Calheiros

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