29/02/20

Oficina de mapeamento de graffiti quer repensar património da cidade

Fotografia: André Jerónimo

A XXII Semana Cultural da Universidade de Coimbra vai incluir uma oficina de mapeamento de ‘graffiti’ – “O que nos diz o Picho?”, é a pergunta para que vai procurar resposta . Organizada pelo projecto Há Baixa, a oficina tem orientação do grupo argentino Iconoclasistas. Vai decorrer de 3 a 6 de Março das 16h às 18horas na sala B do Teatro Académico de Gil Vicente (TAGV).

Em entrevista à RUC, um dos fundadores do Há Baixa, Sérgio Rebelo explicou a proposta da oficina.

Beatriz Correia, também do projecto Há Baixa, elucidou que se trata de um ‘workshop’ mais prático que teórico que culminará com o mapeamento das diferentes pichagens espalhadas pela cidade.

Esta reflexão sobre onde estão e como são olhados os ‘graffiti’ visa trazer ao debate a existência destes modos de expressão identitária e cultural e, de alguma forma, propor soluções pensadas entre os participantes da oficina. De realçar ainda a mensagem que algumas dessas pichagens pretendem transmitir.

Este ano a proposta do colectivo Há Baixa não passa por transformar de forma efetiva espaços ou remodelar edifícios necessitados de obras, mas a prática incide em mapear os variados elementos inscritos nas paredes de edifícios e muros e pensá-los de forma crítica enquanto novas formas de património

As inscrições para o oficina são gratuitas e abertas ao público em geral, estão disponíveis através das redes sociais do Projecto Há Baixa. Dia 5 de Março, pelas 14h30, na Sala B do TAGV, o projeto recebe Itay Peleg e João Kendall que vêm falar sobre o seu percurso pessoal e de como este os juntou para criarem um espaço dedicado à legitimação da arte do ‘graffiti’: a Urtiga_gallery no Porto

A Semana Cultural da UC vai decorrer de 1 a 15 de março com o tema “Ousadias”.

Daniela Proença

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