7/02/20

José Banderinha: “A questão dos hospitais em Coimbra é bastante complicada do ponto de vista político”

Direitos Universidade de Coimbra

O Alvorada desta quinta-feira (7) contou com o comentário à atualidade de José António Bandeirinha, docente do Departamento de Arquitetura da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC), e investigador do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra (CES).   

Carlos Cortes tomou ontem (6) posse enquanto presidente do Conselho Regional do Centro da Ordem dos Médicos. O seu discurso incidiu no estado do Centro Hospitalar da Universidade de Coimbra (CHUC), que considerou “uma manta de retalhos”, com críticas às condições em que funcionam os serviços de urgências, nas carências e necessidades dos hospitais da Guarda, Covilhã, Aveiro e Leiria, e nas falhas de quem tem gerido de forma errada o Serviço Nacional de Saúde. José António Bandeirinha considera que “a perda total e gradual do siginficado de Coimbra no plano da rede urbana nacional” vai resultar num único hospital para a cidade.   

Um dia depois de se iniciar a circulação entre o cruzamento de Mortágua e a Ponte da Foz do Dão no Itinerário Principal 3 (IP3), já com novo tapete em asfalto, é noticiado que o ministro das Infraestruturas e da Habitação, Pedro Nuno Santos, garantiu aos autarcas da Região de Coimbra celeridade para concluir as obras de requalificação em curso. O docente da FCTUC apresentou o estado das comunicações rodoviárias e ferroviárias de Coimbra, do distrito e da região, e é da opinião que as principais cidades da zona Centro estão mais ligadas a Lisboa e Porto do que entre si.

A empresa Tecnological and Intelligent Systems, uma tecnológica que cria dispositivos para várias áreas, como a indústria automóvel, a aeronáutica e as tecnologias de informação, prevê a conclusão a inauguração da nova sede até ao final de 2020. A empresa, formada em 2011, vai instalar-se no iParque, em Antanhol. Para José António Bandeirinha, há a necessidade de conferir espaços qualificados, e não apenas a existência de espaços, para que as empresas da Terceira Revolução Industrial se instalem. O também investigador do CES deu o exemplo da tecnológica Critical Software, com a nova sede localizada na Baixa de Coimbra.

A imprensa desta quinta-feira traz a aprovação da proposta de Orçamento de Estado para 2020. Um dos tópicos mais discutidos dos últimos dias foi a descida da taxa do Imposto sobre o Valor Acrescentado (IVA), atualmente nos 23 %. Um projeto que acabou por não ser aprovado. Para o comentador, a fatura energética dos portugueses apresenta valores bastante altos, o que na primeira análise conduziria à aprovação da medida. No entanto, é necessário compreender a quem se poderiam dirigir os benefícios fiscais.

Durante o programa foi escutada a rubrica Europa, na voz de Isabel Simões, desta vez acerca da coesão do próximo Orçamento da União Europeia.  

A totalidade do comentário pode ser escutada em:

David Coelho

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