1/02/20

Coimbra ouviu as vozes do ativismo antirracista

Nem a chuva demoveu a centena de ativistas de percorrer as ruas de Coimbra desde a Praça da República até ao Largo da Portagem para apelar ao “fim da violência racista”.

Os casos recentes de Cláudia Simões, na Amadora e de Luís Giovani em Bragança formaram pretextos para estudantes e ativistas descerem à Baixa da cidade, hoje, sábado (01) durante a tarde.

Raquel Lima da organização, falou aos órgãos de comunicação social da necessidade de uma investigação mais detalhada dentro das forças de segurança para apurar de que forma a “extrema-direita está infiltrada a nível dos órgãos de poder”.

Para a ativista a comunicação social também não está isenta de “cumplicidade e condescendência” na forma como produz notícias sobre violência racial. Lembra que o que está a acontecer no Brasil, nos Estados Unidos da América e na Europa, em termos de crescimento das forças mais à direita do espetro político, pode alcançar Portugal.

À cidade de Coimbra chegam estudantes de várias nacionalidades, para frequentar o Ensino Superior, a maioria do Brasil e de países africanos. A ativista e aluna de doutoramento na Universidade de Coimbra, apontou a política de propinas internacional (sete mil euros) como um dos elementos de “diferenciação racial” uma vez que barra o acesso a estudantes cujas famílias têm baixos rendimentos.

“Vem para a luta que a luta cresce” apelaram os ativistas aos que observavam a manifestação ao longo do percurso.”Racismo estrutural é uma herança colonial” ou “racista, fascista, não passarão” foram outras mensagens que se ouviram.

Coimbra fez parte das três cidades onde ocorreram manifestações organizadas por várias plataformas antirracistas. Em Lisboa e Porto o protesto também desceu à rua.

Isabel Simões

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