30/01/20

Presidente da APPACDM quer ver instituições mais valorizadas pelo governo

O Governo apresentou o Orçamento de Estado 2020 à Assembleia da República e afirmou que uma das “prioridades políticas” que tem é a inclusão das pessoas com deficiência ou incapacidade na sociedade portuguesa. Entre as medidas de apoio previstas para a inclusão das pessoas com deficiência e incapacidade, o Governo assume, para este ano, o alargamento da Prestação Social para a Inclusão (PSI) às crianças e jovens com deficiência, o reforço de informações sobre os direitos das pessoas com deficiência, através da intervenção da Rede de Balcões da Inclusão. Esta medida pode ter que levar à celebração de um maior número de protocolos com os municípios e à realização de ações de formação dirigidas aos técnicos deste serviço. Para além disso, o Governo promete capacitar as organizações que promovem os direitos das pessoas com deficiência no processo de inclusão e na promoção da sua autonomia e qualidade de vida, através de ações de formação e o aumento do apoio financeiro.

Helena Albuquerque

Helena Albuquerque, presidente da Associação Portuguesa dos Pais e Amigos do Cidadão com Deficiência Mental de Coimbra (APPACDM) foi a convidada desta manhã do Álvorada. A presidente da instituição comentou o Orçamento de Estado 2020 para a inclusão social das pessoas com deficiência. A professora da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC) entende que o Governo de António Costa esteve bem ao nomear uma secretária de estado invisual para a Secreataria de Estado afeta ao tema da inclusão social, porém entende que as pessoas que estão no terreno precisam de ser mais ouvidas para que as medidas propostas beneficiem os deficientes, físicos, sensoriais e mentais…


De acordo com a presidente da associação conimbricense, o Estado avança que os deficientes intelectuais não beneficiaram das medidas apresentadas. Uma situação que na ótica de Helena Albuquerque deve ser estudada pelo Governo.


A presidente da APPACDM, que é também presidente da HUMANITAS (Federação Portuguesa para a Deficiência Mental), afirma que o Estado priveligia os deficientes físicos e sensoriais em detrimento dos deficientes intelectuais, atendendo à ausência de representação para estas pessoas…


Numa próxima legislatura, Helena Albuquerque espera que as instituições que apoiam e defendem as pessoas portadoras de deficiência sejam uma voz intermédia mais valorizada…


Financeiramente, o Governo destina 62,5 milhões de euros para as medidas a implementar em 2020, no que se refere à inclusão das pessoas com deficiência ou incapacidade, num total de 26.029,90€ atribuídos ao setor do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social.

Ana Carvalho

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Sat, 22 Feb 2020 20:15:38 +0000