15/01/20

Orçamento e GOP da Câmara de Coimbra voltam a ser aprovados

O Orçamento e Grandes Opções do Plano (GOP) para 2020 do Município de Coimbra foram aprovados na quarta-feira (15), em reunião do executivo camarário. Depois de realizadas algumas alterações, os documentos obtiveram cinco votos positivos por parte do Partido Socialista (PS) e a abstenção de Francisco Queirós da Coligação Democrática Unitária (CDU) e da vereadora eleita pela coligação PSD/CDS-PP/PPM/MPT, Paula Pêgo.

O movimento Somos Coimbra (SC), assim como Paulo Leitão e Madalena Abreu do Partido Social Democrata (PSD), votaram contra, mantendo a decisão expressa na reunião de 29 de outubro do ano passado, quando foi apresentada a primeira proposta dos documentos.

O presidente da Câmara Municipal de Coimbra (CMC), Manuel Machado, em declarações à RUC, mostrou-se satisfeito com o resultado da votação.

Regina Bento, vereadora do PS, defendeu que o orçamento apresentado é “o melhor que Coimbra alguma vez teve” e afirmou não compreender a “ligeireza” com que a oposição chumbou os documentos votando contra “porque sim”.

O presidente da CMC reiterou a posição da vereadora socialista e apelidou de “injustificados e levianos” os votos contra do PSD e SC. Relembrou que a não aprovação do orçamento iria trazer graves prejuízos à cidade, aos conimbricenses e às entidades com quem a Câmara se relaciona.

Foram feitas algumas “melhorias” em relação aos documentos anteriores, ainda que a oposição não tenha apresentado nenhuma “proposta construtiva”, afirmou Manuel Machado. A proposta foi aprovada, apesar dos outros partidos “não analisarem o orçamento e estarem com outro tipo de picardias, marginais àquilo que é essencial”, acrescentou.

O vereador da CDU fundamentou a alteração de voto com o facto da coligação se mostrar sempre disponível para “solucionar os problemas dos cidadãos de Coimbra”. Adiantou que, das negociações entre as duas forças políticas (PS e CDU), resultaram “diversos compromissos relativos a matérias fundamentais”.

A criação do Conselho Municipal de Cultura, a “recuperação de desvios na execução de obras nas freguesias”, a promoção da habitação com requalificação de bairros municipais e a alteração do modelo de refeições escolares foram alguns dos assuntos que Francisco Queirós destacou como determinantes para a mudança do sentido de voto.

Paulo Leitão, do PSD, referiu que o seu partido “não foi contactado” e que o presidente da Câmara de Coimbra “não demonstrou uma vontade séria para que existisse uma negociação”. Para os sociais-democratas, os documentos continuam a não espelhar o programa eleitoral socialista sufragado pelos eleitores.

Pelo movimento Somos Coimbra, José Manuel Silva justificou o voto contra afirmando que o PS “desconhece a palavra diálogo e que parece não permitir geringonças a nível local”. A “prepotente e ditatorial governação” por parte do PS refletiu-se na falta de tentativa de negociação com o Somos Coimbra, disse.

Orçamento e GOP seguem agora para aprovação na Assembleia Municipal de Coimbra, agendada para a próxima segunda-feira, dia 20 de janeiro.

Ana Isabel Araújo

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