10/01/20

Academia, CIM RC e ANEPC apresentam projeto para mitigar danos de incêndios em zonas industriais

Joaquim Sande Silva, João Paulo Rodrigues, Jorge Brito, José Carlos Alexandrino e Pedro Lopes

“Adaptar” o edificado das zonas industriais dos municípios e a floresta que as rodeia, para diminuir as consequências dos fogos florestais são objetivos chave da investigação. Com o nome de ‘Indu Forest Fire’ o projeto vai contar com financiamento da Fundação para a Ciência e Tecnologia.

A desenvolver pelo Instituto de Investigação e Desenvolvimento Tecnológico para a Construção, Energia, Ambiente e Sustentabilidade da Universidade de Coimbra (ITeCons) e pela Escola Superior Agrária de Coimbra do Instituto Politécnico de Coimbra (ESAC do IPC), o projeto apresentado hoje (10) em Coimbra, tem como parceiros a Comunidade Intermunicipal da Região de Coimbra (CIM da Região de Coimbra) e a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC).

Espera-se que a pesquisa “encontre a melhor solução de gestão dos combustíveis e de construção” para permitir às CIM a definição de novas políticas para a “construção e proteção das zonas industriais”, informou o presidente da CIM da Região de Coimbra, José Carlos Alexandrino.

O também presidente da Câmara Municipal de Oliveira do Hospital, realçou a importância de proteger “pessoas e bens”, deixada pela experiência dos incêndios de 2017, que provocou “marcas profundas” nos territórios da região.

O grupo de zonas a estudar “não está fechado, pode ainda ser alargado” esclareceu João Paulo Rodrigues do Itecons da Universidade de Coimbra. Para já, o estudo, vai incidir em zonas industriais de Mira, Tocha (Cantanhede) e Oliveira do Hospital, no distrito de Coimbra, mas também de Mortágua e Oliveira de Frades, no distrito de Viseu e de Pedrogão Grande no distrito de Leiria, disse.

Os incêndios florestais podem provocar “danos avultados” em zonas industriais. Com a destruição de empresas os prejuízos são de natureza económica mas também de ordem social, esclareceu João Paulo Rodrigues.

A legislação determina a necessidade de limpeza dos “combustíveis” num corredor de cem metros à volta das casas e zonas industriais. Os incêndios ocorridos há dois anos demonstraram que mesmo quando se “limpa” acontecem projeções que provocam destruição. Manter a proximidade da copa das árvores pode aumentar a humidade nos solos e diminuir a propagação do fogo, defendeu Joaquim Sande Silva, da ESAC do IPC. O especialista mencionou o que vai ser feito numa primeira fase.

Pedro Lopes, da ANEPC alertou para as alteração do tipo de fogos que têm ocorrido nos últimos anos. A “intensidade, a violência das radiações e a velocidade de propagação“ exigiram um esforço acrescido às Corporações de Bombeiros e aos demais elementos da Proteção Civil, disse.

Marcaram presença na apresentação várias entidades e técnicos ligados à Proteção Civil e também às forças de segurança. Alguns dos vereadores e presidentes de câmara de alguns dos 19 municípios da Região de Coimbra também fizeram questão de assistir à conferência de imprensa.

Com a duração de três anos, o ‘Indu Forest Fire’ espera começar a ter resultados e propostas de ação dentro de um ano, clarificou João Paulo Rodrigues.

Isabel Simões

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