6/01/20

Comissão de Candidatura de Coimbra a Capital Europeia da Cultura elabora Plano Estratégico

[alterado no parágrafo número oito a frase a ‘bold’]

Manuel Pires da Rocha um dos elementos do grupo de trabalho que está a preparar a candidatura de Coimbra a Capital Europeia da Cultura em 2027 esteve no programa Alvorada de hoje onde mencionou a necessidade de envolver o “tecido cultural” na planificação do que acontece a este nível na cidade.

Com a criação do Conselho Cultural vai ser possível a participação dos agentes culturais na definição de outras políticas públicas. Nesse sentido, o grupo que está a preparar a candidatura de Coimbra a Capital Europeia da Cultura em 2027 vai apresentar um Plano Estratégico ao Município de Coimbra, revelou.

Em Coimbra existem várias instituições que produzem cultura que nem sempre estabelecem relações entre si, acrescentou Manuel Pires da Rocha. O processo de candidatura a Capital Europeia da Cultura vai permitir uma aproximação, adiantou o comentador.

Ressalvando que a importância da candidatura passa pelo próprio processo, a atribuição do galardão seria uma oportunidade fundamental para “criar um outro clima cultural”, reforçou.

Na atualidade a cultura passa, entre outras por instituições, pelo Centro de Artes Visuais, Escola da Noite no Teatro da Cerca de São Bernardo, Teatrão na Oficina Municipal do Teatro, Teatro Académico de Gil Vicente (TAGV), Associação Académica de Coimbra (AAC) ou Salão Brazil. Mais recentemente, o Convento São Francisco colocou novos desafios. Manuel Pires da Rocha recordou que durante o Estado Novo só o TAGV e a AAC se destacavam.

Na opinião do comentador, “colar o tecido patrimonial, com o tecido artístico” e ver como o turismo pode beneficiar de um conjunto de políticas culturais do município fazem da possibilidade de Coimbra Capital Europeia da Cultura “uma oportunidade fantástica”.

A população do conselho tem hábitos culturais pouco regulares, considerou Manuel Pires da Rocha. A educação para a cultura já faz parte do projeto educacional da Câmara Municipal de Coimbra. No entanto, deve passar a ser menos “tímido”, sem que para isso tenha de ser imposta nos seus propósitos, admite.

Coimbra acolheu hoje várias cidades portuguesas candidatas a Capital Europeia da Cultura em 2027. Segundo o “Diário as beiras”, o encontro tem como objetivo “delinear as bases de um documento” a ser apresentado no final de janeiro em Portimão.

O mágico, Luís de Matos, coordenador do grupo de trabalho que está a preparar a candidatura de Coimbra a Capital Europeia da Cultura em 2027 revelou ao “Diário de Coimbra” (DC) que em setembro de 2021 conta apresentar o dossier de candidatura da cidade no Ministério da Cultura. A meio do ano seguinte, em princípio, vão ser divulgadas a(s) cidade(s) vencedora(s) escolhida(s) por um grupo de peritos internacionais.

Na entrevista ao DC, o coordenador adiantou, que até ao momento, o governo ainda não revelou qual a verba para apoiar a cidade ou cidades vencedora(s). A União Europeia pode também vir a atribuir, ou não, o prémio Melina Mercuri no valor de um milhão de euros.

Tomás Cunha e Isabel Simões

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