28/12/19

Orçamento e GOP chumbados: Manuel Machado afirma terem existido forças de bloqueio na Assembleia Municipal

Foto Ruc

A Assembleia Municipal de Coimbra (AM) chumbou esta tarde as Grandes Opções do Plano e o Orçamento para 2020. O organismo autárquico reuniu a partir das 14h mas a votação destas propostas pelos deputados municipais acabou por acontecer pelas 6 da tarde. 24 votos favoráveis (23 do PS e um da CDU) e a abstenção do presidente da Junta de freguesia de Santo António dos Olivais, Francisco Andrade, não foram suficientes para aprovar os documentos contra os 26 votos de: Partido Social Democrata (PSD), Movimento Somos Coimbra (SC), Cidadãos por Coimbra (CpC), Centro Democrático Social (CDS), Movimento Partido Terra (MPT), Partido Popular Monárquico (PPM) e restantes deputados da Coligação Democratica Unitária (CDU).

No final da sessão da Assembleia Municipal o presidente da Câmara Municipal de Coimbra (CMC), Manuel Machado, que nessa qualidade teve intervenções na AM, afirmou aos jornalistas que não vai desistir de lutar contra o que chamou de “forças de bloqueio”.

Manuel Machado afirmou que a Assembleia Municipal foi incoerente ao não aprovar um orçamento que tem previsto o cabimento orçamental para entrar com as novas competências em 2020. resultado da descentralização.

O presidente da CMC afirmou que não há negociações que agradem a todos e que não vai tentar negociar com quem quer “bloquear Coimbra”. Manuel Machado deixou a ideia que parte da situação decorrente da não aprovação do orçamento pode ser resolvida tecnicamente.

Os 50 milhões são, segundo o autarca de Coimbra, valores referentes às competências descentralizadas do Estado Central nas áreas da Saúde e Educação. Na prática, fica tudo congelado para 2020 e o município vai ser gerido com um orçamento igual ao de 2019.

Manuel Machado considerou que não ouviu uma única justificação fundamentada para o chumbo do orçamento e que os que votaram contra, “votaram contra porque sim”.

O presidente da CMC indicou que vai averiguar as possibilidades de apresentar novo orçamento, indicando que vão ser necessárias consultas jurídicas. Não fechando as portas à negociação com algumas forças apenas prometeu que não fará concessões aos que considera estarem a travar o progresso de Coimbra.

André Jerónimo e Rui Rodrigues

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