18/12/19

Deslocada da sede e com condições precárias: a sala da Secção de Astronomia

Sala de trabalho da Secção de Astronomia, Astrofísica e Astronáutica da AAC, localizada fora do edíficio sede

A sala de trabalho da Secção de Astronomia, Astrofísica e Astronáutica da Associação Académica de Coimbra (SAAA/AAC) está localizada fora da sede da Associação Académica, num edifício que pertence à Universidade de Coimbra. O conjunto de imóveis que perfazem o ‘quarteirão académico’ foi desenhado na década de 50 e inaugurado por altura da Crise Académica de 1961. A Secção de Astronomia foi criada em 1989 e desde então que a sua localização é, como descrito no sítio da Internet da AAC, “atrás do Departamento de Arquitetura”.

Uma das reclamações da SAAA/AAC são as manchas de tinta deixadas pela última Comissão Organizadora da Queima das Fitas, com quem a secção convive no edifício. São visíveis teias de aranhas no teto e nas paredes. Segundo André Neves, vice presidente da Secção de Astronomia, o problema mais urgente são as condições sanitárias.





O espaço reduzido da sala da SAAA/AAC obriga os estudantes a marcar as suas atividades para outros locais, como o Departamento de Física. De acordo com Henrique Neves, presidente da Secção de Astronomia, a sala da secção é utilizada apenas para reuniões com poucos participantes.



Apesar da falta de condições a Secção de Astronomia, Astrofísica e Astronáutica da Associação Académica de Coimbra foi selecionada para participar do 13º ciclo BEXUS da Agência Espacial Europeia (ESA) e enviar uma experiência sua, o ‘Stratospolca’, à estratosfera. O lançamento do projeto ‘Stratospolca’ no balão da ESA está marcado para daqui menos de um ano, na Suécia. Todos os membros da SAAA/AAC são estudantes da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC).

Rui Curado Silva, ‘endorsing professor’ no projeto e investigador do Departamento de Física da FCTUC, confessa ter ficado surpreendido ao descobrir que a Secção de Astronomia está instalada no mesmo edifício, no mesmo corredor, de quando o próprio era também estudante e membro da secção.


Henrique Neves assume um papel muito crítico em relação às últimas Direções Gerais da Academia. Conforme disse em entrevista, este sentimento é partilhado entre seus companheiros de secção, que não têm suas necessidades contempladas pela Associação Académica de Coimbra. O presidente da Secção de Astronomia lamenta esse distanciamento uma vez que iniciativas como a SAAA/AAC são únicas em Portugal. 



Para Henrique Neves não se falou o suficiente sobre o tema da reorganização dos espaços da AAC durante as últimas eleições para a Direção Geral.

Nino Cirenza

7
5
10
0
GMT
GMT
+0000
2020-01-19T05:10:52+00:00
Sun, 19 Jan 2020 05:10:52 +0000