8/12/19

Reitoria visita sede da AAC e pede à Direção-Geral um relatório dos problemas

Fotografia: “Conjunto dos edifícios da Associação Académica de Coimbra, Teatro Académico de Gil Vicente e Cantinas”, no sítio da Internet da Direção Regional de Cultura do Centro

O edifício sede da Associação Académica de Coimbra (AAC) recebeu a visita da reitoria da Universidade de Coimbra na quarta-feira (4). O vice-reitor Alfredo Dias, responsável pela pasta do património, edificado e infraestruturas da Universidade de Coimbra, deslocou-se às instalações da AAC, na Rua Padre António Vieira, para avaliar as condições do espaço e apontar, em conjunto com a direção da associação, o que pode ser feito no futuro.

Em entrevista para a Rádio Universidade de Coimbra (RUC), o presidente da Direção-Geral da AAC (DG/AAC), Daniel Azenha, confirmou a visita da reitoria e identificou quais os pontos a melhorar na sede da associação estudantil. As humidades, a rede elétrica e o jardim foram os pontos destacados pelo dirigente recentemente reeleito.

Em entrevista Daniel Azenha enfatizou “a questão das humidades” mas também falou da iluminação, da rede elétrica, e do jardim, “porque não é só ter relva nova, é importante perceber a própria utilidade” do jardim.


Para Daniel Azenha, a intervenção a fazer nas infraestruturas da AAC devia ser profunda, porém o dirigente revela que não é esse o objetivo da reitoria. À parte de um conjunto de problemas que precisam de solução, a vontade manifestada pela reitoria não terá sido coincidente com a da direção da associação.

“Não me parece que isso vá acontecer até porque não foi essa a vontade por parte do vice-reitor. No entanto há um conjunto de problemas que temos de resolver.”
Fotografia: André Jerónimo


O dirigente da AAC revelou ainda que está prevista, em janeiro de 2020, uma consulta às Secções Culturais, Desportivas e Organismos Autónomos para aferir as necessidades de melhoria do edifício. O resultado da consulta deverá ser entregue à reitoria para avaliação das possibilidades e prioridades.

O plano passa por auscultar os ‘habitantes’, “perceber quais são as necessidades do edifício, fazer um relatório, enviar para a reitoria e perceber o que é que pode ser feito e de que forma pode ser feito.”
O telhado do corredor das salas de ensaio e dos teatros com extensas manchas de musgo.
Fotografia: André Jerónimo
Manchas de humidade no corredor do primeiro andar
Fotografia: André Jerónimo
Condensação nas janelas da sala de estudo


A morosidade do processo de licenciamento das obras é apontada como um dos principais entraves nas obras a realizar no edifício-sede da associação académica, segundo referiu Daniel Azenha. O dirigente, que tem como objetivo dar início às obras ainda este ano, revelou que os licenciamentos podem demorar entre 5 a 6 meses, tempo que pode arrastar as obras para outro mandato. Ao assumir a inviabilidade de fazer uma remodelação aprofundada do espaço, o presidente da DG/AAC reforçou a humidade, a rede elétrica e o jardim como as prioridades.


Além da Padre António Vieira

A Associação Académica de Coimbra, além da sua função de representação das dezenas de milhar de estudantes da Universidade de Coimbra, alberga atividades culturais e desportivas que se dispersam pela cidade. Estádio Universitário de Coimbra, Pavilhão Engenheiro Jorge Anjinho, Complexo Olímpico de Piscinas e o Campo de Santa Cruz são algumas das estruturas desportivas que acolhem atividade das secções. Neste último, o único espaço fora do quarteirão académico onde Daniel Azenha considera alguma intervenção, está previsto um investimento na construção de salas para algumas secções. A probabilidade de intervenção naquele lugar, espaço geminado com o Jardim da Sereia, é justificada pelo presidente da DG/AAC com melhorias logísticas para as secções.

“Muitas secções preferem estar perto do Campo de Santa Cruz para o arrumo de algum material desportivo.”
Imagem de satélite da zona com o Campo de Santa Cruz e jardim da Sereia


A AAC recebeu uma vistoria da reitoria da UC e a Daniel Azenha avança que a intenção é dar início às obras ainda este ano. Porém, numa primeira fase vai ser feita a consulta às secções culturais e desportivas e aos Organismos Autónomos, para depois ser elaborado um relatório das necessidades do espaço.



O estado das instalações de que a AAC tem usufruto foi alvo de conversa no programa Minerva de cinco (5) de dezembro. As declarações de Daniel Azenha foram parte da ilustração que a RUC fez do edifício sede, juntamente com as questões colocadas aos convidados da SDDH, CITAC e TEUC, e entrevistas à TV/AAC, SF/AAC e TAUC.


Ana Carvalho e André Jerónimo

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