26/11/19

SF/AAC promete surpresas para comemorar os 40 anos e novo disco do Grupo de Cordas é uma possibilidade

Corrigida a 21/11/2019, 14:05: foram corrigidos os nomes de Tiago Gonçalves e Miguel de Veneza Ruivo

O presidente da Secção de Fado da Associação Académica de Coimbra (SF/AAC), Emanuel Nogueira, revelou no sábado (23) que “o próximo ano vai ser um ano de surpresas na secção”. Em 2020 – ano em que a secção comemora os seus 40 anos de existência – são de esperar novos lançamentos discográficos e um extenso programa de comemorações. O anúncio foi feito à margem da segunda edição do festival entreCortas, o encontro musical que celebra a existência do Grupo de Cordas da SF/AAC e que arrancou no ano passado por alturas do seu trigésimo quinto aniversário.

Nessa noite, o grupo de Cordas apresentou algumas músicas novas aos cerca de duzentos assistentes que se deslocaram até ao Conservatório de Música de Coimbra no Vale das Flores. Em entrevista à Rádio Universidade de Coimbra, Emanuel Nogueira referiu que o Grupo de Cordas “está com intenções de lançar um disco em breve” e assinalou que naquela noite se ouviram “algumas novas músicas que provavelmente constarão do próximo disco”.

Emanuel Nogueira referiu ainda que programa dos “40 anos da secção de Fado vai ser anunciado em breve”, juntamente com as atividades regulares como o III Maria da Fonte – Festival de Tunas Femininas da Estudantina Feminina de Coimbra.


Sobre o segundo entreCordas

Logo depois das actuações do bandolinista galego, Fernando Barroso, e do Grupo de Cordas da SF/AAC, comentava-se a boa disposição em palco e davam-se os parabéns aos artistas da noite no caminho da saída do auditório. À porta compravam-se os discos dos protagonistas da noite e as peças de arte gráfica de Miguel de Veneza Ruivo, designer do grafismo do festival.

Cartaz do entreCordas. Deign de Miguel de Veneza Ruivo
fonte: facebook Grupo de Cordas

Em imediato rescaldo da segunda edição do entreCortas, reuniram-se músicos, familiares, amigos e apreciadores do som dos cordofones portugueses. Estavam todos entre a porta do auditório e os primeiros metros de passeio em frente ao Conservatório de Música de Coimbra no Vale das Flores. Entre as capas de estudantes — que em conjunto com os instrumentos tradicionais são “uma marca da Secção de Fado” – estava o presidente do organismo.

Durante os espetáculos que ocuparam o palco do auditório principal do conservatório, Emanuel Nogueira esteve incomodamente sentado o tempo todo. Pouco pareceu faltar para que um salto o elevasse definitivamente da cadeira. Na entrevista à Rádio Universidade de Coimbra, destacou o sucesso dos artistas convidados nas duas edições – e declarou os objetivos de futuro para o entreCordas: “trabalhar mais a divulgação para conseguir uma plateia cheia e um espetáculo mais completo”.

Para o evento que pretende marcar uma das identidades da secção, foi apresentado um repertório pouco habitual. Já o coordenador do grupo Tiago Gonçalves, tinha dito em antevisão que haveria várias novidades para a noite de sábado. Entre Polcas, Bach e Abba, houve pouca música portuguesa na escolha do Grupo de Cordas. Contou-se uma, mesmo antes do fim.

Sobre esse aspeto Emanuel Nogueira referiu que a preservação da identidade e da “defesa da música de Coimbra” é perfeitamente compatível com o alargar de horizontes musicais dos elementos e dos grupos da secção.

Fernado Barroso
Fonte: facebook Fernado Barroso

No mesmo sentido, o dirigente considerou a presença de convidados estrangeiros como um sintoma desse alargamento e enriquecimento musical, apesar de “não ser muito comum”. O estudante da Universidade de Coimbra acredita que criar pontes com músicas de outros lugares permite um diálogo intercultural sempre positivo” e impulsionador da “evolução da música”

Segundo as declarações do dirigente da secção cultural da AAC, este festival nasceu de um objetivo dos últimos mandatos da direção da secção para que “todos os grupos organizassem um festival”. O entreCordas surgiu no ano de 2018 como pretexto para celebrar os 35 anos do grupo musical. Na estreia do evento o convidado foi o guitarrista de flamengo Daniel Casares. Em 2019 foi o bandolim de Fernando Barroso a arrancar muitos aplausos.

André Jerónimo

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