20/11/19

José Manuel Silva: “Há uma política governamental de destruição do SNS”

O Alvorada desta quarta-feira (20) contou com o comentário à atualidade por parte de José Manuel Silva, médico, vereador da Câmara Municipal de Coimbra e líder do movimento Somos Coimbra.

José Manuel Silva, vereador da CMC

No âmbito das eleições para a Direção Geral (DG) e a Mesa da Assembleia Magna (MAM) da Associação Académica de Coimbra (AAC), que ocorreram ontem (19), os representantes da Lista C, “Académica Contigo”, foram eleitos com a maioria absoluta dos votos. Assim, Daniel Azenha preside a DG/AAC por mais um ano, e Leonardo Fernandes comanda a MAM/AAC. Silva relaciona o alto número de abstenções, superior a 80%, com a falta de participação cívica da população como um todo.

Uma das principais e grandes discussões entre os estudantes e a Universidade tem sido referente às propinas, seja quanto ao ensino superior gratuito ou à diferença dos valores cobrados aos discentes estrangeiros e aos portugueses. Para o vereador do Somos Coimbra, é necessário pensar em propinas sociais, que se adequem à renda de cada família, e não em propina zero.

Ainda ontem, a coordenadora do Bloco de Esquerda, Catarina Martins, criticou a realidade encarada por mais de 400 docentes nas universidades portuguesas: trabalhar de forma não remunerada como professores convidados. Para além disso, uma discussão patente tem sido o regime de trabalho dos investigadores bolseiros, que não possuem, na maioria das vezes, vínculos de trabalho com as instituições e, assim, menor segurança. O vereador considera que o contrato de trabalho dos investigadores e professores nas universidades pode “acomodar” as pessoas nesses espaços, reduzindo a competitividade e a rotatividade nos estabelecimentos de ensino superior.

Referente às dificuldades enfrentados pelos utentes do Sistema Nacional de Saúde (SNS), que esperam longos períodos por consultas médicas e cirurgias, José Manuel Silva defende que fazem parte de uma estratégia deliberada para o desmonte da saúde em Portugal, a responder a interesses da iniciativa privada. Para ele, os problemas de gestão do SNS prejudicam também os profissionais: “os médicos são quase tão vítimas quanto os doentes”, afirma.

No comentário à atualidade de hoje ainda houve espaço para tratar da descentralização da educação, da situação e dos investimentos no Convento São Francisco, das cargas de impostos e, além disso, para a rubrica Abrimos o Baú, produzida por Rui Rodrigues, que recupera os eventos da história no dia 20 de novembro.

O programa completo está disponível abaixo:

Bibiana Garcez

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2019-12-15T15:55:20+00:00
Sun, 15 Dec 2019 15:55:20 +0000