13/11/19

Comunicar é a palavra de ordem do candidato à DG/AAC, Diogo Vale, pela Lista R

Diogo Vale é o segundo candidato na corrida para a presidência da Direção Geral da Associação Académica de Coimbra (DG/AAC). O estudante no 4º ano do mestrado integrado de Medicina, na Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra (FMUC) esteve hoje (13) aos microfones da Rádio Universidade de Coimbra (RUC) durante o programa Alvorada onde discorreu sobre o porquê da sua candidatura. Apressou-se a corrigir: a Lista R está representada por ele, mas conta com uma equipa, sem a qual, não teria avançado com o projeto; que quer ser visto como uma alternativa à (ainda) atual DG/AAC que, na sua opinião, teve uma atuação com muitas insuficiências, em várias esferas: residências, apoio social, propinas, RJIES…

E enganem-se os que pensam Diogo Vale como um “novato” nestas andanças. Já integrou uma lista para eleições do Conselho Fiscal e integra, atualmente, a Assembleia de Revisão Extraordinário dos Estatutos da AAC. Se não reconhecerem a cara do candidato pela Lista R, culpem a sua pacatez.

Diogo Vale voltou a frisar algumas das bandeiras do projeto “Reerguer a Academia”, exaltando a importância e influência da Direção Geral para se assumir como uma força reivindicativa em prol dos (seus) estudantes.

A palavra de ordem da candidatura da Lista R é “comunicação” para chamar à Casa (à Associação Académica de Coimbra) os seus associados. Ainda assim, Diogo Vale reconhece uma visão céptica e pessimista sobre os dirigentes associativos por parte da comunidade estudantil, que pretende apagar.

Um dos principais objetivos da Direção de Daniel Azenha, que se candidata a um segundo mandato este ano, foi o de diminuir a dívida externa. Uma plano de acção criticado pelo cabeça de lista da Lista R que não considera este objetivo como uma prioridade.

Ainda no tema de financiamento, Diogo Vale colocou a tónica na captação de dinheiros públicos a fim de evitar, precisamente, a atual situação de endividamento da AAC.

O estudante de Medicina vincou a necessidade de reorganização do edifício da Associação Académica, pela melhor utilização do que já existe. Não põe de parte a ideia de investimento no edifício, mas será em último caso.

E já que se falou de reorganização do espaço, foi altura de debruçar sobre quem frequenta e usufrui do edifício da Academia. Falou das secções desportivas e do pagamento das dívidas que ainda carregam perante o Conselho Desportivo, onde o candidato voltou a frisar que estas devem ser supridas com dinheiro de financiamento(s) público(s); das secções culturais e política cultural da AAC, com uma crítica endereçada aos eventos com maior destaque da Associação, a Festa das Latas e Imposição de Insígnias e ainda a Queima das Fitas, que, para o candidato, estão desvirtuadas do seu objetivo original e mais se assemelham a festivais de verão.

Os organismos autónomos também mereceram atenção de Diogo Vale que, socorrendo-se dos Estatutos da AAC, vincou o papel da Direção Geral em encetar conversa e relações de proximidade com os mesmos, uma prerrogativa que se propõem a cumprir.

Também os núcleos de estudantes foram exaltados como peças importantes na divulgação do que é feito na AAC junto dos estudantes, para o chamar a frequentarem o edifício na Padre António Vieira. E, por outro lado, Diogo Vale considera que os núcleos podem assumir uma maior responsabilidade em comunicar os problemas de cada faculdade à Direção Geral que, muitas vezes, e pela falta de participação dos estudantes nas Assembleias Magnas, não lhes é comunicada.

O comentário também se versou em quais os problemas para os estudantes da Universidade de Coimbra levantados pela Lista R estavam contempladas na sua programação. Falta de cantinas, residências, deficiências nas infraestruturas e regulamentos pedagógicos nas faculdades da UC, o RJIES foram alguns dos problemas nomeados. 

As propinas foram uma das bandeiras das últimas Direções Gerais da AAC, com o movimento “Propina Zero” que, para Diogo Vale, é para continuar.

A diferença nos valores aplicados aos estudantes estrangeiros também mereceu comentário por parte do estudante de medicina que reprovou a prática e exaltou a falácia nos cálculos que resultam nos atuais valores aplicados a estes estudantes.

Por fim, o Conselho Académico do Organismo Autónomo de Futebol da Associação Académica de Coimbra marcou a atualidade do dia, e foi com ele que a entrevista terminou. Sobre a proposta apresentada pela atual direção da OAF em Conselho Académico, de passagem a Sociedade Anónima Desportiva, Diogo Vale confessou sentir-se pouco à vontade no tema, mas voltou a realçar que os Estatutos devem ser ouvidos, e a vontade dos sócios também.

O processo eleitoral está em curso. Amanhã, quinta-feira, dia 14, tem lugar o voto antecipado desde as 09h30 até às 24h00 nas instalações da AAC. O voto nas Faculdades tem lugar no dia 19.

Ontem, terça-feira, 12, a RUC, em parceria com o Jornal A Cabra, promoveu um Debate com os candidatos aos Corpos Gerentes da AAC no Auditório do Polo III. A sessão, contou com a participação dos candidatos à DG/AAC, Daniel Azenha (Lista C) e Diogo Vale (Lista R).

Na quinta-feira, 14, é a vez dos candidatos à Mesa da Assembleia Magna, Leonardo Fernandes (Lista C) e Nátali dos Santos (Lista R), dessa vez numa emissão fechada ao público, a ter lugar nos estúdios da RUC.

A contagem dos votos, no dia 19, vai ser acompanhada ao minuto pela RUC, com convidados, entrevistas com candidatos e antigos dirigentes da AAC e diretos das várias secções de voto.

Cátia Soares e Isabel Simões

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