2/11/19

Anozero’19: “A Terceira Margem” já inaugurou

Sala da Cidade – “Sonhos de outubro” de José Spaniol

É oficial, está aberta a Bienal de Arte Contemporânea de Coimbra. A cerimónia de inauguração teve lugar esta tarde na Sala da Cidade, antigo refeitório do Mosteiro de Santa Cruz, que Pedro Cabrita Reis restituiu a Coimbra na primeira bienal Anozero em 2015. O presidente da Câmara Municipal de Coimbra, Manuel Machado, dirigiu palavras de apreço aos coorganizadores, Universidade de Coimbra (UC) e Círculo de Artes Plásticas de Coimbra (CAPC), sem esquecer os curadores e “todos os que estavam a celebrar a Anozero’19 incluindo os voluntários”, muitos deles estudantes na UC.

Já Alfredo Dias, vice-reitor da UC manifestou o “muito prazer e enorme entusiasmo” do apoio que a Universidade de Coimbra dá a mais uma edição da Anozero, a bienal que dá “visibilidade à cidade e ao seu património material e imaterial”, proclamou.

O curador-geral, Agnaldo Farias afirmou sentir-se “muito honrado” com o convite e lembrou a máxima que costuma aplicar nas exposições cujo trabalho coordena. “Só trabalho com gente melhor do que eu”, disse, referindo-se aos curadores adjuntos, Nuno Brito Rocha e Lídia Afonso.

Artistas são 39, 15 são portugueses e 19 são mulheres. Muitos dos artistas são emergentes. “A Terceira Margem” lema da bienal chega-nos do conto de Guimarães Rosa “A terceira margem de um rio” que fala de solidão e apresenta um enigma, tal como a arte, que nos tira o tapete e nos faz pensar, numa interpretação livre das palavras do curador-geral.

O diretor do CAPC, Carlos Antunes, obreiro de todas as Anozero, revelou que vê a bienal como um “anti-evento”, numa sociedade em que cada vez mais as cidades competem umas com as outras.

Carlos Antunes conta a história de como a ideia de uma senhora anónima, com a ajuda de muitos de várias nacionalidades, conseguiu solucionar um problema de congestionamento de trânsito e com isso ajudar “a salvar a bienal”. Uma imagem de “anti-exaltação” da bienal, que considerou ser “muito bela”.

O diretor Geral das Artes, Américo Rodrigues, congratulou-se com a mostra que considerou uma bienal participada “não só com os artistas” mas também “com as pessoas que constroem no dia a dia a cidade”. Destacou a importância da qualidade das intervenções, e congratulou-se por a bienal ser para todos os dias com um sem número de iniciativas que lhe dão continuidade e que conseguem que a Arte Contemporânea assuma uma relação com a cidade.

Edifício Chiado – Eclipse de Luís Lázaro Matos

A Anozero – Bienal de Arte Contemporânea de Coimbra está patente até 29 de dezembro em 10 lugares da Cidade. Jardim da Manga, Mosteiro de Santa Clara-a-Nova, Edifício Chiado, Museu da Ciência, CAPC da Sereia e da Castro Matoso, Sala da Cidade, são apenas alguns dos lugares que pode visitar.

Luís Lázaro Matos – Edifício Chiado

Em paralelo acontecem visitas guiadas, outras exposições, conferências, oficinas e cinema. Pode consultar a programação aqui.

Isabel Simões

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