1/11/19

Universidade de Coimbra oferece à cidade Orphika um ciclo de música antiga

Foi possível antecipar para novembro o ciclo de música que terá a sua “realização plena em 2020” na Semana Cultural da Universidade de Coimbra. Com o nome Orphika, o ciclo decorre de 8 de novembro a 8 de dezembro.

Subordinada ao lema Ousadia(s) a próxima edição da Semana Cultural da UC, acontece em março do próximo ano, tem um novo modelo. Apresentado em Julho revelou três novidades. A duração passou a ser de 15 dias e da composição vai fazer parte um ciclo de teatro e artes performativas e um ciclo de música. O vice-reitor, Delfim Leão, em conferência de imprensa,a 31 de outubro, no Criptopórtico do Museu Nacional de Machado de Castro, destacou que, com o ciclo de música se pretende “facultar emoções fortes”.

Cupertinos, o grupo da Fundação Cupertino de Miranda, agraciado em Londres pela revista Gramophone em 16 de outubro e que se dedica à performance de polifonia portuguesa dos séculos XVI e XVII e o Bando Surunyo, realizam concertos Mundos e Fundos na Capela de São Miguel nos dias 8 e 9 de novembro respetivamente.

No fim de semana seguinte vai ter lugar o III Encontro de Orquestras Académicas promovido pela Orquestra Académica da UC.

Ao todo durante o ciclo vão ser dez espetáculos, sempre em locais de “profundo significado cultural” como o Museu Nacional Machado de Castro, a Capela de São Miguel da Universidade de Coimbra (UC), o Teatro Académico de Gil Vicente (TAGV), o Teatro Paulo Quintela, a Biblioteca Joanina e um espaço que está a ser atraído para o campo cultural, o Palácio de São Marcos.

Muitos dos textos que estão depositados na Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra (BGUC) foram pertença do Mosteiro de Santa Cruz. O ciclo promovido pela UC pretende permitir que muitos jovens investigadores e músicos possam ter oportunidades de formação. O terceiro pilar deste ciclo é o da investigação.

Alguns dos concertos resultam de anos de investigação em documentos que estão à guarda da BGUC. O projeto Mundos e Fundos coordenado por José Abreu e Paulo Estudante e que já leva cerca de oito anos de investigação tem permitido a colaboração com o Instituto Politécnico do Porto e com a Fundação Cupertino de Miranda. Grupos oriundos das duas instituições vão interpretar composições que “dormiam esquecidas há centenas de anos”.

O ciclo de música termina com um concerto de Natal no TAGV, no dia 8 de Dezembro em que o Coro Sinfónico Inês de Castro, Coro Misto da UC, Orfeon Académico de Coimbra e o Coro da Capela São Miguel da UC, interpretam em conjunto “Hino à Vida”, assinalando o Dia de Nossa Senhora da Imaculada Conceição, Rainha e Padroeira de Portugal e da UC, o único concerto que é pago. O programa é constituído pela interpretação de “Os Tropos Profanos” da obra “Magnificat em Talha Dourada” de Eurico Carrapatoso, obra mais recente de 1998, e da obra “Oratória de Natal” de Camille Saint-Saëns de 1858.

Um programa de eventos convergentes vai ter lugar em paralelo. Dele fazem parte uma conferência sobre o projeto Mundos e Fundos na Casa das Caldeiras a 7 e 8 de novembro, a iniciativa é aberta ao publico interessado em música antiga.

Há também lugar a um Festival de Tunas. Acontece ainda um ciclo de música com o lema Natal nas Faculdades.

Isabel Simões

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Sat, 16 Nov 2019 01:29:20 +0000