8/10/19

PS ganha País e o distrito de Coimbra. Parlamento acolhe mais três partidos.

Fotografia: ARTV | Canal do Parlamento

No círculo eleitoral do distrito de Coimbra o Partido Socialista (PS) conseguiu eleger cinco dos nove representantes para o Parlamento. A cabeça de lista por Coimbra dos socialistas, atual ministra da saúde, Marta Temido, falou à Rádio Universidade de Coimbra durante a emissão especial de eleições, logo depois das primeiras projeções da noite.

Na opinião da deputada eleita, estavam definidos vencedores e vencidos.

A ministra da saúde apontou a melhoria da vida dos habitantes como a principal prioridade dos mandatos de deputado. No seu caso, prometeu tudo fazer para isso.

Sobre as relações na Assembleia da República (AR), Marta Temido afirmou que independentemente das convergências e divergências com outras forças políticas, a solução deverá ter em conta o impacto tanto sobre as políticas nacionais como internacionais (em particular, as europeias).

O segundo da lista pelo circulo de Coimbra, Pedro Coimbra, tal como a cabeça de lista, festejou na noite passada. A eleição dos cinco deputados, a maioria em 15 dos 17 concelhos do distrito e um resultado local que é superior à média nacional são os pontos relevantes na opinião de Pedro Coimbra. Dois dos pontos enumerados eram objetivos da distrital para as Eleições Legislativas, disse.

Pedro Coimbra considerou ainda, que a maioria relativa obtida nas eleições de ontem, apesar de não ser surpresa e requerer negociações, é uma maioria confortável que permite estabilidade.

Um dos pontos da vitoria do PS foi a eleição do quinto nome da lista candidata, o PS do distrito de Coimbra tem quatro deputados na legislatura que finda. Tiago Martins, vice-presidente da distrital da Juventude Socialista, número cinco da lista, foi eleito para a nova legislatura. Tiago Martins destacou como principal objetivo da vitória do PS “firmar um projeto politico que não deixa ninguém para traz”.

O vice-presidente da distrital da Juventude Socialista foi também vice-presidente da Direção-Geral da Associação Académica de Coimbra.

Com cerca de 26% de votos em Coimbra, o Partido Social Democrata (PSD) leva ao Parlamento três deputados por Coimbra, menos um do que há quatro anos. A cabeça de lista, Mónica Quintela, admitiu uma derrota do PSD mas reforçou o objetivo de ir para a AR lutar pelo interior, pelas empresas e pelos jovens, e contra a o que apelidou de “extrema-esquerda”. As cinco reformas inscritas no programa do PSD vão ser a base de trabalho na assembleia, afirmou a deputada eleita.

O número três da lista, Paulo Leitão, admitiu a derrota do partido nas eleições e salientou que o PSD “não concorre para ficar em segundo”. O vereador da Câmara Municipal de Coimbra, que vai acumular cargo com o de deputado, apontou, também, que “os eleitores nunca se enganam”.

Segundo Paulo Leitão, os próximos quatro anos vão ser um período de reflexão e procura pela melhor conexão com a população, através da reconstrução da base autárquica perdida em 2013.

O Bloco de Esquerda foi a terceira força politica a nível nacional e também em Coimbra. Elege, assim, um deputado para o parlamento, José Manuel Pureza, que é atual vice-presidente da assembleia da república. Considerou relevante a maioria relativa do PS mas destacou a enorme derrota da direita e a afirmação do Bloco de Esquerda (BE) como a terceira força politica a nível local e nacional.

Sobre a entrada de novas forças na assembleia, um papel que foi o do próprio BE, José Manuel Pureza afirmou que os próximos quatro anos são de teste à solidez dessas forças agora representadas na Assembleia da República.

Quem também reforçou a posição na AR foi o Pessoas-Animais-Natureza. Embora não tenham eleito por Coimbra, o até agora único deputado, André Silva, vai contar com três colegas de bancada. Ontem à noite disse, em Lisboa, que “foi o conservadorismo que perdeu as eleições” e apontou a CDS-PP, PSD e PCP que perderam lugares no hemiciclo.

O PS ganha eleições sem maioria absoluta, consegue 36,65% dos votos e elege 106 deputados.

O Partido Social-Democrata (PSD) alcança perto de 28% de votos, cerca de menos 10% dos votos em relação ao PS, conseguindo 77 deputados.

A terceira força política mais votada foi o Bloco de Esquerda com cerca de 10% dos votos e apesar da diminuição do número de votos consegue manter os 19 deputados no Parlamento.

Com 6,42% dos votos, a Coligação Democrática Unitária constituída pelo Partido Comunista Português e Partido Ecologista “Os Verdes” (PCP-PEV), perde cinco lugares no Parlamento. A coligação ganhou em 2015 dezassete lugares no Parlamento.

Já o CDS-PP, sem a coligação de 2015 com o PSD, consegue alcançar 4,25% de votos e obtém assim cinco mandatos.

O PAN consegue resultados históricos para o partido ao alcançar quatro deputados, mais três do que já tinha na legislatura que agora termina.

Terminado que está o ato eleitoral, o Parlamento recebe três novos partidos, cada um com um deputado: Chega, Iniciativa Liberal e Livre.

André Jerónimo

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