29/09/19

Legislativas ’19: Rui Rio quer Politécnicos a oferecerem cursos que a economia local mais precise

O candidato a primeiro-ministro pelo Partido Social-Democrata (PSD) veio a Coimbra para uma ação de campanha eleitoral. A comitiva laranja desceu desde o Largo da Portagem até ao Café Santa Cruz onde o candidato participou numa sessão de perguntas e respostas moderada pela cabeça de lista pelo círculo eleitoral de Coimbra, Mónica Quintela.

Pelo caminho foi cumprimentando a população das esplanadas e entrou em alguns comércios sempre com um sorriso. A esperá-lo, os candidatos a deputados pelo círculo de Coimbra, notáveis do PSD regional e local como Carlos Encarnação ou Barbosa de Melo, o presidente da Comissão Política Distrital de Coimbra do Partido Social Democrata e também candidato, Paulo Leitão, militantes e simpatizantes.

À margem da conversa que teve com Mónica Quintela, dentro do Café com História de Coimbra, respondeu a perguntas da comunicação social. Sobre Ensino Superior, Rui Rio esclareceu que deseja “acima de tudo um planeamento de ordem regional”, de forma a que, por exemplo nos Politécnicos sejam oferecidos “aqueles cursos, que a economia local mais precisa”, respondeu Rui Rio à RUC.

Melhorar as “condições” de acesso ao Ensino Superior (ES), onde as residências universitárias têm um papel “fundamental”, não só aqui em Coimbra, mas também em Lisboa e no Porto, “em Lisboa até mais do que propriamente no Porto”, foi outra das réplicas de Rui Rio sobre a temática (ES).

Antes, o candidato do PSD, em conversa conduzida por Mónica Quintela respondeu a perguntas do público presente no Café Santa Cruz. Nenhuma pergunta sobre educação lhe foi colocada, mas várias outras, em que a Justiça esteve em destaque, tendo o pontapé de saída sido dado por um momento de rábula teatral.

Rui Rio elogiou o Ministério Público [sobre Tancos]

Com Agência Lusa

Mónica Quintela, porta-voz do partido para os assuntos da Justiça perguntou a Rui Rio se compreendia que “determinada instituição” tinha razões para estar em desagrado com um Governo “que a tratou tão bem”, depois de o jornal Expresso ter noticiado que o PS acredita numa conspiração política do Ministério Público sobre o caso de Tancos. Ao que Rui Rio respondeu .

Admitindo poder vir a ser interpretado acrescentou – “vão dizer, agora agradou-te”. Rui Rio esclareceu que o MP “só tinha de estar contente com o PS” e “ainda assim houve a independência necessária”.

O candidato do PSD reafirmou não compreender como o Ministério Público poderia ter feito outra coisa no caso de Tancos, uma vez que “Houve efetivamente um roubo”, pelo que o Ministério Público tinha de abrir um inquérito, fazer a investigação e tinha prazos a cumprir”

As perguntas a Rui Rio passaram ainda por temas que permitiram ao candidato falar de descentralização e alterações climáticas, entre outros.

Sobre a descentralização lembrou o Relatório da Comissão Independente para a Descentralização, propondo um amplo debate sobre as conclusões do mesmo, para depois das Legislativas, de forma a levar as “decisões para mais perto das populações”.

Quanto às alterações climáticas Rui Rio considerou que atingir a neutralidade carbónica se tornou uma necessidade. “Aqui não há lugar a divergências partidárias” a não ser, se “amanhã um governo, seja ele qual for, não estiver a fazer aquilo que deve fazer, à cadência que é preciso fazer”, disse.

Isabel Simões

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