11/09/19

Custo e locais da prova de acesso à especialidade médica criticados pelos recém-graduados

No passado dia 27 de agosto foi aberto o concurso para o Internato Médico 2020, cuja Prova Nacional de Acesso de Formação Especializada se realiza a 18 de novembro de 2019. No entanto, este ano, a prova que dá o acesso à especialização médica para os recém-graduados de Medicina realiza-se em menos locais e comporta, pela primeira vez, um custo de 90 euros.

Associações de estudantes de medicina de todo o país juntaram-se e, em carta aberta, pediram uma justificação para as alterações e a reversão da decisão. Circula também uma petição pública, que antes deste noticiário, contava já com quase 4500 assinaturas.

Em entrevista à RUC, o presidente da Associação Nacional de Estudantes de Medicina (ANEM),Vasco Mendes, explica a situação.

Com a eliminação das provas em Braga, Covilhã e Faro, Vasco Mendes refere como principal problema o tempo gasto pelos estudantes em viagens.

O presidente da ANEM acrescenta ainda que esteve durante todo o ano em conversações com a Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS), entidade que organiza a prova, e que se mostrou surpreendido pelo anúncio. A ANEM tinha pedido para ser previamento avisada da abertura do concurso, situação que não ocorreu.

A Associação Nacional de Estudamtes de Medicina espera agora uma reunião com a ACSS para apresentar as suas reivindicações e a petição pública em curso.

Por seu lado, no seu site, a Administração Central do Sistema de Saúde afirma que “Em anos prévios foram destacadas discrepâncias entre as condições de realização da prova em locais diferentes e reportes informais de candidatos que se sentiram prejudicados por tal”. Afirma também que contactou previamente a ANEM, a Ordem dos Médicos e o Ministério da Saúde para “harmonizar as condições de administração da prova”.

Joana Gomes

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