6/09/19

Rui Antunes: “As nossas instituições têm cada vez menos capacidade de investimento”

O Alvorada desta sexta-feira (6) contou com o comentário à atualidade de Rui Antunes, presidente da Escola Superior de Educação de Coimbra (ESEC).

A capa do jornal I de hoje dá conta de que há escolas portuguesas com métodos de ensino inovadores, que permitem que os alunos escolham as matérias ou oferecem complementos ao tradicional programa de ensino. O presidente da ESEC vê com bons olhos a maior autonomia das escolas, o que leva também a uma maior diversidade. Como explica Rui Antunes, o sistema de ensino deve ser adqueado aos desafios que cada comunidade enfrenta e torna a escola “mais motivadora e eficaz”.

Quanto à posterior entrada no Ensino Superior, Rui Antunes sublinha que o método não compromete a entrada dos alunos na Universidade, porque não há um completo “livre-arbítrio” nas matérias lecionadas, existem “objetivos que têm de ser cumpridos” mas não é a totalidade dos programas. O presidente da ESEC considera que esta adequação do ensino prepara e permite que os cidadãos contribuam de forma diferenciada para a sociedade.

Em relação ao investimento no Ensino Superior, o presidente da ESEC critica que o financiamento é reduzido, o que não permite que os estudantes tenham acesso a melhores laboratórios e instalações. Rui Antunes esclarece que os aumentos de dotação orçamental transferidos para as instituições têm sido para pagamentos de ordenados. O docente faz ainda uma comparação das universidades e politécnicos nacionais com as do estrangeiro.

Também ao nível da ação social Rui Antunes defende mais investimento porque sente “que os alunos têm dificuldades”. O presidente da ESEC critica o preço que os estudantes têm de pagar por um quarto, principalmente em Lisboa e no Porto, e que as famílias que têm rendimentos reduzidos não conseguem proporcionar frequência universitária aos jovens. Rui Antunes lamenta que os estudantes “não têm de se sujeitar aos cursos que há à porta de casa” e que devem poder estudar onde quiserem. Na opinião do docente, o projeto do governo para dar financiamento às instituições com vista à construção de residências não deve ter como objetivo um retorno monetário.

Durante o Alvorada também se falaram sobre outros temas como os acidentes com fogo de artifício, o dia da defesa nacional, música erudita e cinema português.

O comentário pode ser ouvido na íntegra em:

Sara Santos Pinto

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2019-09-16T09:02:07+00:00
Mon, 16 Sep 2019 09:02:07 +0000