5/09/19

Um plano nacional para controlar a especulação imobiliária em Lisboa e no Porto: dirigentes da AAC desiludidos com dados do PNAES

Este fim de semana o governo tornou públicos dados do Plano Nacional para o Alojamento no Ensino Superior (PNAES). Do ano passado para este o alojamento para estudantes do ensino superior a custos regulados aumentou 4%, com mais 600 camas. Nenhuma dessas camas foi em Coimbra. De uma resposta nacional de alojamento que contava 15.370 camas, o país passou agora a 15.965 lugares para albergar estudantes a preços acessíveis. O objetivo afirmou o governo era o de colmatar as falhas dentro do que é o ensino superior português.

Em entrevista à RUC o vice-presidente da DG/AAC, João Assunção, admitiu que a academia de Coimbra tinha expectativas relativamente a este plano embora não se surpreenda com os dados divulgados. Um projeto do governo com grande visibilidade, com muito palco mas cuja prioridade, afirma João Assunção, se vê que está centrada em Lisboa e Porto e na tentativa de controlar o mercado imobiliário depois do fenómeno do alojamento local.

O problema estrutural da especulação imobiliária foi de facto o motor que levou o governo a criar o PNAES. Nas duas maiores cidades do país o problema é conhecido. O apoio social aos estudantes através do alojamento, fica claro para a Direção Geral, não tem sido a preocupação principal do governo. Admitindo não querer entrar em comparações com a dimensão do problema em Lisboa e porto, João Assunção afirmou que o problema também existe em Coimbra e que acontece, aqui, num mercado paralelo.

O dirigente associativo referiu ainda que este assunto vai fazer parte daquilo que vão tentar conversar com os homónimos das outras instituições em sede de ENDA que acontece no próximo fim de semana em Viseu.

André Jerónimo

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