23/08/19

Mário Frota: “Tratar igualmente o desigual constitui uma injustiça manifesta”

O Alvorada de hoje (22) contou com a presença de Mário Frota, presidente da Associação Portuguesa do Direito de Consumo (APDC).

Entre os temas abordados esteve a greve dos motoristas de matérias perigosas, programada entre os dias 7 e 22 de setembro e sem o objetivo de cumprir serviços mínimos. O presidente da APDC considera as greves sempre danosas do ponto de vista do consumidor, embora defenda que os direitos dos motoristas de matérias perigosas devam ser revistos pelas entidades empregadoras.

O incêndio na floresta da Amazónia foi também um dos temas em conversa no Alvorada de hoje. Com início há cerca de 15 dias, mas apenas tornado mediático duas semanas depois, o silêncio do governo e media brasileiros esteve na origem da questão que levou Mário Frota a alertar para a urgência da consciencialização dos cidadãos do Brasil com fim à preservação de um património não só brasileiro, mas também de toda a Humanidade.

Houve ainda tempo para falar sobre os serviços públicos e as longas filas de espera que existem sobretudo em estabelecimentos como o centro de emprego, centros de segurança social e registo civil. O presidente da APDC considerou como “abaixo de Terceiro-Mundo” as longas filas para “obter serviços públicos essenciais e obrigatórios como o cartão de cidadão”, que obrigavam os cidadãos a abdicarem de horário laboral para se juntarem a intermináveis filas desde madrugada.

No Alvorada de hoje foram ainda abordadas as questões relativas à retirada da tutela parental das gémeas da Reboleira com 10 anos que viviam numa garagem e que se encontravam sinalizadas desde 2013, bem como do polémico Despacho n.º 7247/2019, em que o governo visa aplicar às escolas a lei da identidade de género aprovada no ano passado.

Xavier Soares

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Mon, 16 Sep 2019 08:50:04 +0000