18/08/19

Tradidanças 2019 # Dia 3

TradiSamples

Experimentar, desconstruir, voltar a juntar e voltar a fazer. O método é universal, seja para aprender as danças de roda, de pares ou apenas para dançar em grupo. Não se fica a saber tudo numa hora e meia, mas é possível ficar a saber o suficiente para se querer fazer mais.

É de primeiros passos que também se faz o Tradidanças. A magia de Carvalhais é sobejamente reconhecida e é capaz de transformar pés de granito em síncronas meias voltas duma roda de chula. É também o contacto físico e espiritual que nos liga às raízes mais profundas da universalidade das culturas dos povos. O Tradidanças são várias boas amostras dessa universalidade juntas em quatro dias de tempo e um campo de futebol como espaço.

A possibilidade moderna de gravar som e imagem permite-nos obter, editar e partilhar rostos e vozes distantes em samples daqui e de agora. Misturá-los com múltiplos instrumentos tocados por um homem só (com os ocasionais convidados, como Celina da Piedade, Paulo Pereira e Tó Zé Bexiga). Harmonizar e ritmar o dolente cante alentejano, o alegre repasseado ou curiosas lenga-lengas com ajuda da electrónica.

Bem-vindos ao maravilhoso mundo de Vasco Ribeiro Casais no projecto OMIRI. Com o seu espectáculo no fim do terceiro dia do Tradidanças, a memória do que é nosso foi-nos devolvida melhor do que quando lha emprestámos. E o que fica são sempre as memórias. São os samples que queremos recordar.

Vítor Rodrigues

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