13/08/19

RU( @ Sonic Blast 2019 dia 3

O terceiro e último dia do Sonic Blast Moledo trouxe de volta o bom tempo e, pela primeira vez, os concertos no Palco da Piscina. A abrir os Here the Captain Speaking, the Captain is Dead deram-se a conhecer ao público antes dos Maggot Heart subirem ao palco. Porém foram os Cardiel que mais estragos fizeram na piscina de Moledo. A música eletrizante do duo venezuelano pôs toda a gente de rastos e elevou a fasquia para o último concerto da tarde do Sonic Blast 2019. Apesar do esforço dos Giöbia para fechar o Palco Piscina da melhor forma possível, o melhor concerto da tarde estava dado.

Fotografia de Iago Alonso

O Palco Principal foi iniciado em grande pelos Toundra, madrilenos que trouxeram uma lufada de ar fresco, cumprindo com os desejos de quem gosta de um bom post rock a roçar o metal, com uma ligação muito boa entre a banda que toca junta desde 2007 juntando uma boa melodia a contra tempos que fazem deles algo de especial. Foram seguidos dos Sacri Monti, que brindaram a audiência com o seu psicadelismo portentoso, a abrir espaço para a entrada dos Windhand, que deram um bom concerto trazendo temas do seu mais recente trabalho Eternal Return, lançado em 2018, ainda que o amplificador de uma das guitarras tivesse rebentado, o que não impediu que o doom, liderado pela voz de Dorthia Cotrell, continuasse sendo rápida a substituição do equipamento. E quando caiu a noite chegaram o Eyehategod, com mais de trinta anos de carreira, que trouxeram um concerto insano, praticamente sem pausas e a rasgar, argamassa pura que fez rebentar novo amplificador, em entrevista à RU(  Mike IX Williams referiu que esse momento adveio da potência de som que os caracteriza. Eyehategod deixou um festival eletrizado que logo se acalmou com o som de OM. Capazes de hipnotizar todos os presentes no recinto foi provavelmente o melhor concerto do festival, não deixando ninguém indiferente numa viagem espácio temporal de que alguns ainda não devem ter recuperado. O Sonic Blast 2019 encerrou com o peso dos DoomKraft, que tiveram as ingratas missões de substituir Satan`s Satyr e atuar logo após OM, o que não intimidou os suecos que souberam através do seu som pesado encerrar um festival que em tudo foi grande. Para o ano aguarda-nos a famosa décima, lá estaremos a acompanhar este festival que cada vez mais se afirma como um dos grandes em Portugal quando tanta coisa aparece por aí.

Texto de Nuno Brás e Diogo Barbosa

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Sat, 24 Aug 2019 08:55:09 +0000