1/08/19

Coimbra acolhe Encontro de Concertinas, Dança Moderna e Tunas Populares em noites de agosto

A Associação Cultural e Recreativa de Coimbra (ACRC) em parceria com a Agência para a Promoção da Baixa de Coimbra (APBC) e a convite da Câmara Municipal de Coimbra (CMC) responsabilizou-se pela programação das noites de 3, 14 e 21 de agosto.

No próximo sábado, dia 3 de agosto, tem lugar o 6º Encontro Nacional de Concertinas. Grupos de Ansião, Celorico da Beira, Proença-a-Nova, Gouveia, Ferreira do Zêzere, Vila Nova de Oliveirinha e Lousã juntam-se às Concertinas da Associação Recreativa de Coimbra. Pelas 21 horas, o desfile inicia no Largo da Portagem e termina na Praça 8 de Maio.

Cerca de 150 elementos vão interpretar Música Tradicional Portuguesa, revelou o presidente da ACRC, Afonso Lázaro Pires, em conferência de imprensa realizada ontem, na esplanada do Café Santa Cruz.

Quarta-feira, dia 14, grupos de dança moderna e um de bailado vão animar a noite na Praça 8 de Maio a partir das 21 horas. Pelo espaço em frente à Igreja de Santa Cruz passarão coletivos de São Pedro da Cova, Gondomar, Porto e Figueira da Foz. Um espetáculo com “ritmos atuais” de forma a agradar a públicos mais jovens, esclareceu o dirigente associativo.

Foto retirada do facebook da ACRC

Para a terceira noite, a Tuna da Associação Cultural e Recreativa de Coimbra (ACRC) convidou um grupo da Figueira da Foz. Juntas vão animar a noite de 21 de agosto. A celebrar 40 anos de vida, a ACRC (entre outras atividades) oferece à cidade uma tuna, um grupo de dança, uma escola de música e a única escola de concertinas de Coimbra.

A programação das noites por parte da associação pretende romper com o “estigma” que tem caído “nos meios urbanos” sobre a aprendizagem dos instrumentos que suportam a Música Tradicional Portuguesa. Afonso Lázaro Pires destacou a importância da escola e do associativismo cultural para que os jovens tenham atividades diversificadas e conheçam algumas tradições.


Foto retirada do facebook da ACRC

O presidente da ACRC referiu que a escola de concertinas é frequentada por cerca de 20 elementos, os mais jovens vêm de fora da cidade. Lamentou ainda que a falta de aderência ao cavaquinho e às concertinas por parte da juventude conimbricense faça com que as tunas académicas das Instituições de Ensino Superior de Coimbra sejam constituídas, na sua maioria, por elementos de fora do concelho.

Já o presidente da APBC, Vítor Marques, realçou a importância da participação de instituições de Coimbra na animação do Centro Histórico e da zona envolvente como a União de Freguesias de Coimbra, o Inatel, o Organismo Autónomo de Futebol da Associação Académica de Coimbra OAF/AAC, do Quebra Jazz e do Rómulo Centro de Ciência Viva da Universidade de Coimbra.

As atividades de verão do Instituto Politécnico de Coimbra e da Universidade de Coimbra que passaram pela Baixa da Cidade também mereceram referência.

Como iniciativas futuras da APBC e da CMC, Vítor Marques lembrou que a 30 de agosto tem lugar uma noite dedicada ao Fado, a 27 de setembro acontece o 239 Enigma Challenge e no dia 25 de outubro a Noite Temática do Jazz.

Afonso Lázaro Pires mencionou a necessidade da existência de uma federação das coletividades do concelho de Coimbra. Em sua opinião, a existência da instituição tornaria possível a programação das noites da cidade de forma mais concertada.

As preocupações do presidente da APBC vão para as lojas que continuam fechadas nos eixos principais da Baixa de Coimbra. Apesar de algumas estarem a ser reabilitadas, por vezes a intervenção dura “demasiado tempo”, disse. “O ideal” seria que a programação cultural fosse acompanhada por uma atividade comercial mais dinâmica, defendeu Vítor Marques.

Isabel Simões

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