20/07/19

Bloco de Esquerda apresenta lista por Coimbra e ações na cultura, ciência e ensino superior

FOTO RUC

O Bloco de Esquerda (BE) deu a conhecer publicamente os candidatos às eleições legislativas de outubro pelo Círculo de Coimbra, além do programa “Direito à Cultura, Ensino Superior e Ciência”. O evento, que decorreu na Casa Municipal da Cultura de Coimbra na última quinta-feira (18), contou com a presença de Catarina Martins (Coordenadora Nacional do BE), José Manuel Pureza (cabeça de lista do BE às legislativas pelo Círculo de Coimbra), Luís Monteiro (deputado do BE), Pedro Rodrigues (Gestor Cultural e candidato às legislativas pelo Círculo de Coimbra) e Bruno Gonçalves (mandatário distrital da candidatura do BE). As apresentações foram traduzidas em direto em linguagem gestual.

Bruno Gonçalves começou por destacar as grandes linhas da candidatura do Bloco com as quais se identifica, até porque o Bloco sempre “lhe deu a mão”. O vice-presidente da Associação Cigana Letras Nómadas terminou a sua intervenção com um provérbio cigano.

José Manuel Pureza elencou uma série de medidas na educação, saúde, trabalho e ambiente que considera terem tido participação decisiva do BE nos últimos 4 anos. O deputado à Assembleia da República por Coimbra considerou que o BE pode prestar contas pelo que fez e permitiu fazer para quem representava 10% dos eleitores. A questão decisiva da próxima legislatura é subir o investimento público para 5% do Produto Interno Bruto (PIB).

Luís Monteiro fez uma breve análise do percurso que o BE conseguiu traçar no Ensino Superior e na Ciência, nas Universidades e Politécnicos. O deputado afirmou que se perdeu um terço do financiamento do ensino superior e da ciência desde 2012. Segundo Luís Monteiro, a capacidade do BE para intervir permitiu uma descida de 212 € no valor das propinas e uma cultura mais aberta dentro das instituições de ensino superior.

Pedro Rodrigues é o sétimo candidato do BE pelo Círculo Eleitoral de Coimbra e luta por uma sociedade em que todos e todas se possam expressar. O Gestor e Produtor Cultural da Escola da Noite (companhia de teatro local) criticou o baixo orçamento para a cultura

Catarina Martins apresentou o programa do BE no ensino superior e ciência. Um caminho que segundo a coordenadora nacional se faz com serviço público sem propinas como acontece noutros níveis de ensino. A deputada propõe repor o nível de financiamento que existia antes dos anos de crise. Para a ciência foi defendido um valor de 3% do PIB, assim como a avaliação das instituições com critérios de ação social e de combate à precariedade de professores e investigadores. Catarina Martins mencionou o processo de eleição de reitores e defendeu a sua alteração.

Numa referência às Associações Académicas, a dirigente do Bloco defendeu que se devem centrar nas questões universitárias e não serem “sucursais de cervejeiras”.

Catarina Martins defendeu ainda 1% do PIB para a cultura, que os distribuidores de livros e cinema sejam diversificados e que o arquivo audiovisual da RTP fique disponível para todos.

Rui Rodrigues

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