8/07/19

DG/AAC afirma não saber detalhes sobre as conversações entre OAF e banco brasileiro BMG

O presidente da Direção-Geral da Associação Académica de Coimbra (DG/AAC) esclareceu que “ainda não chegou qualquer proposta” à Padre António Vieira, e que o OAF “ainda não fez saber à casa mãe se realmente tem algum acordo”. A razão destas declarações é a informação avançada pela imprensa brasileira no final da semana passada que apontam o banco brasileiro BMG como o parceiro de conversação do Organismo Autónomo de Futebol da academia sobre investimentos numa possível Sociedade Anónima Desportiva.

A Rádio Universidade de Coimbra falou com presidente da Direção-Geral este fim de semana. Na entrevista afirmou não saber de nada além do que foi avançado na comunicação social.


As informações são ainda pouco claras sobre aquilo que realmente existe na negociação mas a imprensa brasileira fez saber que é com o banco BMG que a direção de Pedro Roxo está a falar sobre investimento no Organismo Autónomo de Futebol da Associação Académica de Coimbra. A confirmação saiu de uma entrevista do jornalista brasileiro Ricardo Sapia ao próprio presidente do banco BMG, Ricardo Guimarães. Na entrevista o presidente do banco afirma que existem “conversas adiantadas” e que está quase concluído um “memorando de interesse de ambas as partes”.


Na mesma entrevista, Ricardo Guimarães falou das razões que fazem com que o BMG, que já é dono de outros clubes de futebol no Brasil, queira investir no futebol Europeu.


Sobre as condições que tem de estar reunidas para entrar no futebol português, o banqueiro Ricardo Guimarães referiu a existência de uma SAD e de responsabilidade na gestão.


A realidade de que o banco brasileiro BMG pretende adquirir a maioria do capital social de uma futura SAD não foi até agora desmentida ou confirmada.

Contactado pela Rádio Universidade de Coimbra, o Organismo Autonomo de Futebol negou-se a prestar declarações publicas sobre o assunto. A direção comunica que as primeiras palavras vão ser para esclarecer os sócios em sede de Assembleia Geral.

Para matar quaisquer dúvidas que possam existir sobre os caminhos que a situação pode tomar, o presidente da associação falou aos sócios e à cidade para dizer que se mantém o que está no comunicado emitido pela DG durante a campanha eleitoral que reelegeu pedro Roxo como presidente do Organismo Autónomo de Futebol da Académica. “Nada mudou” disse o presidente da DG.


O que não mudou foi a posição, expressa por Daniel Azenha, de que o símbolo e o nome fazem parte do património da AAC e que “os estatutos dizem que quem tem de zelar pelo património é a DG/AAC e essa é a nossa missão. O símbolo e o nome são da AAC, são dos sócios, e nós temos esse direito e esse dever, de zelar por esse património”. Em caso de perda da maioria do capital do OAF “não vai haver uma cedência do símbolo e o nome da Associação Académica de Coimbra. Isso está mais que claro e temos essa legitimidade”, reforçou.


“A casa mãe impôs os seus limites” concluiu o presidente da DG.


Mas com a falta de informação clara que ainda existe sobre o tema, Daniel Azenha sublinha que não estamos perante qualquer tipo de confronto aberto.


O Organismo Autónomo de Futebol não vai prestar declarações publicas até que a direção possa esclarecer os sócios em sede de Assembleia Geral.

Recordar que a pré-época da Académica está emandamento e já no próximo sábado, 13 de julho, há jogo frente ao Sport Lisboa e Benfica marcado para as 20:15 no Calhabé.

André Jerónimo

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2019-07-17T20:53:15+00:00
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