24/06/19

NED/AAC apela ao boicote de prova oral por ilegalidades na prova de Economia Política II

Peça atualizada a 27 de junho de 2019 pelas 20:52 horas
FOTO: Notícias UC

O Núcleo de Estudantes de Direito da Associação Académica de Coimbra (NED/AAC) convocou um “boicote pacífico das provas orais” de Economia Política II, em protesto contra os critérios de avaliação da cadeira, para amanhã (25).

Segundo o comunicado que circulou as redes sociais, os estudantes de direito acusam o docente regente da disciplina, Victor Calvete, de usar critérios de avaliação que violam, “de forma clara”, o Regulamento do Curso de Licenciatura em Direito da Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra (FDUC). A RUC conversou com o presidente do NED/AAC, Pedro Dias, que explicou que o comunicado não é uma reação a quente. Tentaram a resolução por via burocrática, mas não foi suficiente. O apelo ao boicote, também, consequência da resposta do docente endereçada ao NED, como está inscrito no comunicado: “Quero deixar bem claro que não lhes vou responder”.

As provas orais marcadas para amanhã continuam calendarizadas. E, por isso, foi esse o momento escolhido para a manifestação dos estudantes à falta de acção da faculdade que mantém o momento de avaliação.

Questionado sobre feedback por parte da Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra (FDUC), Pedro Dias adiantou que as únicas manifestações obtidas até ao momento partiram de estudantes que apoiaram a decisão de boicote do NED. Até ao momento da entrevista, Pedro Dias revelou não ter qualquer informação por parte do docente, do Conselho Pedagógico ou qualquer outro órgão administrativo da FDUC.

Há sempre algumas falhas durante as épocas de avaliações, segundo Pedro Dias, mas nenhuma se compara à gravidade deste episódio que trata uma ilegalidade no Regulamento do Curso de Licenciatura em Direito da FDUC.

Pedro Dias inferiu também que esta é a primeira vez que obtiveram uma prova cabal de incumprimento na cotação de exames até 20 valores na Faculdade de Direito da UC. “Os estudantes nunca ficarão sem voz” é o título dado ao documento que o NED/AAC fez circular. A RUC vai continuar a acompanhar todas as incidências do caso.

Foto do NED/AAC

O Núcleo de Estudantes de Direito da Associação Académica de Coimbra (NED/AAC) congratulou-se por o reitor da Universidade de Coimbra, Amílcar Falcão, ter emitido um despacho que vem suspender o processo de avaliação da disciplina de Economia Política II da Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra (FDUC), e abrir um processo de inquérito. O presidente do NED/AAC, Pedro Dias, afirma que era o resultado esperado.

Hoje (25) realizavam-se as primeiras 15 orais. O despacho da reitoria chegou antes. Os alunos estavam em massa na FDUC. A avaliação vai ser revista e retificada.

A reitoria pretende averiguar os factos alegados pelo NED/AAC em relação ao método utilizado para a avaliação da prova escrita, e a respetiva conformidade com os diplomas legais e regulamentares em vigor. Pedro Dias explica a razão do inquérito da reitoria.

O Núcleo de Estudantes de Direito da Associação Académica de Coimbra convocou ontem um “boicote pacífico às provas orais” da unidade curricular “Economia Política II”, em protesto contra os critérios de avaliação da cadeira que não iam além dos 19 valores. O presidente do NED reforça a ideia da justeza da luta.

Segundo o comunicado enviado às redações, os estudantes de direito acusam o docente regente da disciplina, Victor Calvete, de usar critérios de avaliação que violam, “de forma clara”, o Regulamento do Curso de licenciatura em Direito da FDUC. Pedro Dias, explicou à RUC o que estava em causa com a avaliação para 19 valores.

A informação disponibilizada pelo professor na plataforma inforestudante não convenceu os alunos. Segundo o presidente do NED/AAC foram desenvolvidas diligências para que o professor pudesse corrigir o erro.

A reitoria vai repor as classificações de forma a que os alunos possam fazer orais em tempo útil e os alunos que não obtenham classificação positiva possam ir à época de recurso.

Segundo Pedro Dias, entre os mais de 300 alunos que se apresentaram a exame na cadeira de Economia Política II da Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra apenas tiveram aprovação cerca de dez por cento.

No comunicado de hoje (25) o NED/AAC escreve que ”pela voz dos estudantes, a justiça foi reposta na Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra”.

Cátia Soares e Isabel Simões

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