20/06/19

Motoristas dos SMTUC prometem continuar a reivindicar reposição da carreira

A receber o ministro do Ambiente e da Transição Energética, João Matos Fernandes e o presidente da Câmara Municipal de Coimbra, Manuel Machado, na cerimónia de apresentação de dez viaturas eléctricas destinadas à frota do Serviços Municipalizados de Transportes Urbanos de Coimbra (SMTUC), no Parque Verde do Mondego, estava uma representação da Comissão de Trabalhadores dos SMTUC acompanhada por motoristas.

Os condutores dos autocarros dos SMTUC reivindicam a reposição da carreira tal como já aconteceu nos transportes públicos da Carris em Lisboa e na Sociedade de Transportes Coletivos do Porto.

Em maio de 2017, os trabalhadores dos SMTUC deslocaram-se à Assembleia da República para entregar uma petição pública contra a extinção da carreira de agente único de transporte coletivo.

Continua a faltar “investimento na parte humana” na empresa municipal, afirmou à comunicação social, Sancho Antunes, da Comissão de Trabalhadores da empresa, à margem da cerimónia.


Convidados pela polícia a afastarem-se do local da cerimónia, os motoristas foram identificados pelas forças policiais em presença. Sancho Antunes afirma que todos os trabalhadores dos serviços administrativos dos SMTUC foram convidados a assistir à cerimónia. O dirigente questionou sobre a justiça de “uma pessoa que conduz uma viatura que transporta vidas ganhar 635 euros”.


Os trabalhadores deste grupo profissional da empresa municipal dizem-se “abandonados” pelos sindicatos e partidos políticos. Desde 2012 que se batem sem que tenha havido uma resposta da Assembleia da República para a resolução do problema e prometem continuar a lutar. Estão dispostos a apresentarem-se nas ações de campanha de todos os partidos políticos, das próximas Eleições Legislativas.


O início da carreira começa no ordenado mínimo de 635 euros e que passam dez anos, antes que tenham um aumento afirmou Sancho Antunes. Apontou ainda outras necessidades dos transportes públicos municipais de Coimbra. Segundo o dirigente, dez por cento da frota não funciona e a falta de janelas ou de ar condicionado causa desconforto aos passageiros.


O representante da comissão de trabalhadores lamentou que o presidente da CMC, Manuel Machado tenha dificultado a conversa entre o ministro do Ambiente e os motoristas e não olvidou a atuação da Polícia Municipal.


Sancho Antunes apontou ainda a existência de uma paragem na rotunda dos Alqueves, que contraria o código da estrada, situação para a qual afirmou terem os condutores chamado a atenção dos serviços.


Durante a cerimónia o presidente da CMC, Manuel Machado, aludiu ao quadro legal que impede a autarquia de dar provimento à reivindicação dos motoristas e que, no seu entender, “é tempo de corrigir criando-se de novo a carreira condigna de motorista”.

Segundo Sancho Antunes a situação acontece também em condutores de transportes públicos dos Municípios do Barreiro e de Portalegre.

Isabel Simões

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