20/06/19

DG/AAC quer RJIES na agenda das legislativas e conta com o apoio da reitoria para o fazer

Daniel Azenha quer “que se olhe para o ensino superior de outra forma” e larga nos ombros dos protagonistas do próximo ciclo legislativo a responsabilidade de o fazer. Sobre a obra do governo atual, o representante eleito dos estudantes considera que não foi tudo o que esperava, tanto na propina, como no alojamento, como na discussão do esguio tema que tem sido o Regime Jurídico das Instituições de Ensino Superior (RJIES).


A terminar a época de exames, a Direção Geral da Associação Académica de Coimbra (DG/AAC) já tem vontade de falar da estratégia de reivindicação estudantil para a época das Eleições Legislativas. A vontade foi aventada recentemente pelos representantes da massa estudantil de Coimbra, antes da deslocação à cidade do Porto no fim de semana passado. Lá, no Encontro Nacional de Dirigentes Associativos (ENDA), esperavam contar espingardas e falar das grandes questões que o movimento estudantil nacional vai apresentar durante a campanha que antecede o sufrágio do dia 6 de outubro. Da cidade do Porto trouxeram alguma desmotivação relativamente ao que foi decidido sobre o assunto: deixar a discussão para o fim de semana de 7 e 8 de setembro onde novo ENDA vai ter lugar, desta vez na cidade de Viseu.

O presidente da DG/AAC, Daniel Azenha, mostrou-se descontente com o adiamento aprovado na reunião no Porto. Ao microfone da Rádio Universidade de Coimbra (RUC) afirmou que embora tenham sido discutidas e aprovadas algumas moções com relevância, o ENDA é, e tem sido, “um momento de discussão com pouca força”.

Os progressos nas propinas e no alojamento estudantil são considerados pelo presidente da DG/AAC como insuficientes. Para amplificar as reivindicações da Associação Académica de Coimbra (AAC), Daniel Azenha toma o apoio da reitoria da Universidade de Coimbra (UC) como um dado adquirido para todos os assuntos.


Sobre o alojamento apoia-se nas conversações mantidas com a UC e com a Câmara Municipal de Coimbra que, em conjunto, estão a identificar “mais edifícios para serem transformados em residências”. A propina é como sempre um dos temas monolíticos da AAC e Daniel Azenha junta-lhe outros fatores que dificultam ainda mais a situação a muitos jovens, como a prevalência do ordenado mínimo.


Daniel Azenha acredita que esta questão terá apoio da universidade, sendo que a posição já declarada pelo reitor é a de que as propinas podem ser terminadas desde que as universidades recebem do Estado a compensação financeira necessária. A revisão do RJIES também é assunto onde se espera o apoio da reitoria de Amílcar Falcão. Daniel Azenha defende a tese com as boas relações existentes entre AAC e UC.


A próxima edição do encontro nacional de dirigentes associativos está marcada para os dias 7 e 8 de setembro em Viseu. É nessa reunião que devem ser conhecidas as posições concretas do movimento associativo nacional. A DG/AAC já tem o caderno de encargos definido.

André Jerónimo

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