17/06/19

DG/AAC desmotivada com ENDA que deixa para setembro a estratégia nas legislativas

Este fim de semana aconteceu mais um Encontro Nacional de Direções Associativas (ENDA). Na cidade do Porto a Associação Académica de Coimbra esperava que fossem faladas questões estratégicas que permitissem alinhar posições para as legislativas. Assim não aconteceu, sendo esse debate remetido para setembro.

Em entrevista à Rádio Universidade de Coimbra, o presidente da anfitriã Federação Académica do Porto, João Pedro Videira, afirmou que o fim de semana foi frutífero e que produziu decisões e documentação relevantes para o ensino superior. Já o presidente da Direção Geral da Associação Académica de Coimbra (DG/AAC), Daniel Azenha, não alinha com a posição exposta por João Pedro Videira. Considera o presidente da academia de Coimbra que, embora tenham sido discutidas e aprovadas algumas moções com relevância, o ENDA foi “um momento de discussão com pouca força”.


No dia 14, a Rádio Universidade de Coimbra falou com o vice-presidente da DG/AAC, João Assunção, que afirmou que levavam para o fim de semana no Porto a intenção de tomar o pulso ao movimento associativo. Ponto em questão: o que se prende apresentar na época das legislativas.

A questão foi brevemente abordada na reunião. João Pedro Videira esclareceu que a discussão foi deixada para o próximo ENDA e referiu que este momento, em rescaldo das europeias, não é o mais oportuno para abordar uma estratégia para o momento eleitoral de outubro.

Daniela Azenha, falou em desmotivação com aquilo que aconteceu nesta e nas recentes edições do Encontro Nacional de Dirigentes Associativos. A representatividade do voto continua a ser a principal justificação para a AAC continuar a escolher “um caminho próprio”.


SOBRE AS MOÇÕES APROVADAS

Acesso ao ensino superior, ação social e empregabilidade foram os temas principais na discussão durante a reunião na cidade do Porto. João Pedro Videira alinhou os que tiveram primazia e elaborou algumas das moções apresentadas. Sobre a ação social, o presidente da FAP falou de uma “espécie de ultimato” à Direção Geral do Ensino Superior pelos atrasos da análise aos processos de atribuição das bolsas de estudo que ocorreram no ano lectivo passado.

Foram também aprovadas propostas para alteração dos cálculos que produzem a atribuição de bolsas de estudo, para a clarificação dos critérios que definem a realocação de vagas entre instituições de ensino superior em Portugal e para a análise do impacto da redução das vagas em Lisboa e no Porto. Sobre este ponto, João Pedro Videira, declarou a posição aprovada em ENDA: “o critério deve ser a qualidade e não a localização geográfica”.

Outro ponto referido pelo presidente da FAP foi uma tomada de posição relativamente aos prazos de divulgação do concurso nacional de acesso ao ensino superior. Para que os estudantes com necessidades educativas especiais e as universidades se possam preparar para o ano letivo, os resultados têm de sair semanas antes do que acontece atualmente. Embora seja feita a pensar neste grupo, João Videira esclarece que a moção não se apresenta como propondo qualquer tipo de descriminação.

A próxima edição do encontro nacional de dirigentes associativos está marcada para os dias setembro 7 e 8 de setembro em Viseu. É nessa reunião que devem ser conhecidas as posições concretas do movimento associativo nacional. Ambos os organismos de representação estudantil apontam falhas ao governo que termina funções e querem ver uma alteração a uma política de ciência e tecnologia que deixou o ensino superior de lado.

André Jerónimo

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