13/06/19

Joaquim Chissano: “A paz é mais que o cessar da violência das armas”

Fotografia: Karine Paniza | Universidade de Coimbra

Atingido pelo ciclone tropical Idai no início de 2019, que deixou um rasto de destruição, Moçambique ainda precisa de muito para reconstruir-se. As doações já superaram um bilião de dólares, mas pelo menos mais dois biliões ainda seriam necessários para o que o ex-presidente Joaquim Chissano chama de o “início da normalização da vida”.

Joaquim Chissano, que faz parte da Frente de Libertação de Moçambique, foi chefe de estado por 20 anos, de 1986 até 2005. Em 1994, venceu a primeira eleição democrática do país, observada pela Organização das Nações Unidas (ONU) após o fim de 15 anos de Guerra Civil. Hoje, Chissano dedica-se à diplomacia da paz. Apesar das evoluções em Moçambique, o ex-presidente não considera que exista uma situação de “paz absoluta” no local.

Sobre os referidos atos de terrorismo, o ex-presidente ressalta que as motivações e a autoria ainda não são claras. 

O caminho para a paz, segundo Joaquim Chissano, passa por uma mudança na cultura, mas também na realidade dos moçambicanos, que precisam ter melhor qualidade de vida.

O ex-presidente de Moçambique, Joaquim Chissano, esteve em Coimbra como convidado de honra para a inauguração oficial da Academia Sino-Lusófona da Universidade de Coimbra, que pretende aproximar a China e os países falantes da língua portuguesa. Chissano é doutor Honoris Causa pela Universidade de Coimbra desde 1999, em razão dos seus “esforços para a paz e desenvolvimento no seu país”. As declarações foram proferidas à comunicação social à margem da inauguração.

Bibiana Garcez e Isabel Simões

7
18
16
0
GMT
GMT
+0000
2019-09-22T18:16:04+00:00
Sun, 22 Sep 2019 18:16:04 +0000