13/06/19

A Crise de 69 pode ser (re)visitada no Convento São Francisco

Hoje, o Convento São Francisco foi palco para duas sessões, em estilo de visita guiada, que viajaram até à decada de 60, com uma peça de teatro performativa sobre a crise académica de ’69: “Crise de 69 – O ano em que sonhámos perigosamente”. Em 2019 celebram-se 50 anos do feito que são, então, (re)visitados numa linha temporal pelo espaço do Convento.

Ricardo Correia, produtor e encenador da peça, em entrevista à RUC, explica os traços gerais da encenação.

Para a construção da peça, a equipa de produção contou com o contributo de três historiadores, com três perspetivas geracionais de quem viveu a época ou (só) a conheceu. Com diferentes testemunhos a peça desenvolve-se como uma história subjetiva.

O espetáculo foi construído, também, a partir de uma “investigação documental”, segundo o encenador. A preparação começou há cerca de seis meses com leitura de documentos, entrevistas, recolha e edição de informação.

Segundo o encenador, Ricardo Correia, o projeto de teatro assume uma cronologia de história subjetiva para que se possa refletir e procurar “o que ficou por dizer”. Apesar das comemorações oficiais, Ricardo Correia defende que é um modo do público ter um novo olhar sobre o acontecimento.

Um dos objetivos da exibição da peça é manter viva a memória e o espírito crítico de um dos acontecimentos mais marcantes para a comunidade académica. A produção ficou a cargo de Ricardo Correia em colaboração com Sofia Coelho e Joana Corker. Com a colaboração à produção da Casa da Esquina, numa encomenda pela Câmara Municipal de Coimbra e pelo Convento São Francisco.

Amanhã, dia 14 de junho, vão ter mais duas sessões pelas 15 e pelas 21:30 horas. No sábado finda a exibição com uma sessão pelas 15 horas.

Inês Morais

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