9/06/19

ADACO solicita à Câmara uma sede e mais energia no GAL Coimbra Mais Futuro

Isménio Oliveira

ADACO – Associação Distrital dos Agricultores de Coimbra solicita à Câmara Municipal de Coimbra (CMC) um espaço para sede em regime de comodato e apela a que os fundos comunitários destinados aos pequenos e médios agricultores tenham melhor execução.

O coordenador da ADACO, Isménio Oliveira, dirigiu-se à reunião do executivo da última sexta-feira, dia 7 de junho, onde apresentou a cronologia do expediente que a associação tem mantido com a CMC e que segundo o próprio teve início em março de 2017 com os serviços a responderem “ao último pedido em novembro de 2018”.

Com sede em Coimbra, para facilidade de acesso dos agricultores do Baixo Mondego e das Zonas Serranas do distrito de Coimbra, a associação “por dificuldades financeiras” não tem “condições económicas de poder arrendar instalações”, informou o coordenador da ADACO.


Tendo recebido em Janeiro de 2019 uma comunicação da CMC em que lhes foi informado estarem os serviços camarários a verificar os espaços disponíveis, como a resposta tardava, inscreveram-se no período reservado aos munícipes, na primeira reunião do executivo de junho.

Face ao exposto, ficámos com a persepção de que o presidente da CMC, Manuel Machado, assumiu a necessidade de se inteirar por completo do processo de forma a poder tomar uma decisão sobre o solicitado.


João Dinis

Quando aos fundos comunitários destinados à agricultura coube a João Dinis elemento da ADACO expor o assunto. O agricultor lamentou o que considerou ser a “baixa taxa de execução” dos fundos europeus aplicados à agricultura, alguns dos quais com apoio do Grupo de Ação Local (GAL) Coimbra Mais Futuro. Deixou um apelo à Câmara para que tudo faça “dentro das suas competências” no sentido de “ser injectada outra energia” no GAL.


O presidente da CMC, Manuel Machado, lembrou que a estrutura foi “arrancada a ferros” e informou que a entidade é autónoma da autarquia embora a mesma “ajude”. O autarca tomou nota e prometeu analisar como interagir com o GAL.
Esclareceu ainda que lhe têm chegado informações de que as candidaturas dos agricultores a fundos comunitários destinados à área de atividade, pressupõem que “os barracões agrícolas sejam licenciados o que tem sido problemático”.
Mais adiantou que para além disso “a jusante da Ponte-Açude” muitos terrenos são “reserva agrícola ou ecológica” o que coloca restrições à legalização de infraestruturas.

Segundo informou a diretora dos serviços de Administração Geral da CMC, Rosa Batanete, o regime de exceção que permitia a legalização dos barracões agrícolas já terminou.

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Extrato da notícia do discurso de Manuel Machado, proferido em 15
de abril de 2018, no 8º congresso da Confederação Nacional de
Agricultura, que está no sítio da Internet da CMC:


“Manuel Machado referiu ainda, como exemplo de ações da CMC, a constituição da Coimbra Mais Futuro, “uma agência de Desenvolvimento Local de Base Comunitária (DLBC) criada, pela primeira vez em Coimbra, para apoiar diretamente a agricultura”, que dispõe de “uma dotação financeira de 3,1 milhões de euros para financiamento de iniciativas a concretizar no concelho”, avançou. “Esta é uma oportunidade para os agricultores e empresários modernizarem as suas explorações e atividades, tornando-as mais competitivas, e tem a vantagem dos beneficiários não necessitarem de restituir os apoios que venham a receber”, lembrou ainda o presidente da CMC. “


Consultada a tabela de projetos aprovados do Centro 2020 no sítio da Internet da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro (CDRCC), até 31 de maio de 2019,no concelho de Coimbra estavam aprovados 342 projetos.

Projetos Aprovados Fundo Total Aprovado Despesas elegíveis
342 100 527 344,41 € 132 147 837,25 €

Do total, quatro referem-se a Indústrias alimentares: um de fabricação de gelados e sorvetes e três de panificação. Não se detectou na mesma tabela nenhum projeto aprovado no âmbito da agricultura, produção animal, caça e actividades dos serviços relacionados, silvicultura e exploração florestal ou pesca e aquicultura. O mesmo não acontece em outros concelhos abrangidos pela CCDRC.

“Em 2015, a CoimbraMaisFuturo, liderando uma parceria local que envolve
as entidades suas associadas, obteve o reconhecimento como Grupo de
Ação Local (GAL) e a aprovação da sua Estratégia de
Desenvolvimento Local – Coimbra 2020, pela Comissão de Avaliação
instituída pelas Autoridades de Gestão dos Programas financiadores
(Programas Operacionais Regionais e PDR 2020)” lê-se no sítio da
Internet da Coimbra Mais Futuro.

Isabel Simões

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2019-09-22T18:39:05+00:00
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